De olho no Mundial, Juan prega sequência ao Flamengo na Liberta

Uma coisa, no entanto, é certa: será no Flamengo ou fora do Brasil.

Foto: Gilvan de Souza
ESPORTE INTERATIVO: Juan, aos 38 anos, não esconde estar na reta final da carreira, mas quer o último gás. Quatro clubes, quase 10 anos de seleção brasileira e duas Copas do Mundo depois, o zagueiro quer jogar, mas ainda não tem um destino definido para 2018. Uma coisa, no entanto, é certa: será no Flamengo ou fora do Brasil. É o que o jogador declarou em conversa exclusiva com o Esporte Interativo.

"Sempre manifestei isso e tenho muito orgulho. Não vou jogar em outro clube no Brasil que não seja o Flamengo. Depois, se eu estiver apto para jogar em um lugar que eu possa combinar qualidade de vida e futebol, em um nível um pouco mais baixo, posso repensar a aposentadoria", disse.

O defensor falou com a reportagem antes do clássico decisivo contra o Fluminense, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. O primeiro duelo do mata-mata será na próxima quarta-feira (25), no Maracanã. Pendurando as chuteiras ou não, o camisa 4 quer mais um título.

"A gente tem a condição não só de ser campeão de um torneio importante, continental, mas também carimbar uma vaga para a Libertadores. São os objetivos até o final do ano. Vamos em busca disso. Temos mais um clássico, um jogo muito equilibrado. Espero que a gente faça duas boas partidas para sair classificado".

Esporte Interativo: O que foi determinante para esta sequência de jogos em 2017?

Juan: "Não ter tido lesão grave, que tenha parado mais de duas semanas. No futebol, quando passa disso, a readaptação demora um pouco. Eu voltei a jogar, tive continuidade. Isso é muito importante, principalmente para mim, que não sou o mesmo Juan de antes. Com o ritmo de jogo, posso ler melhor a partida, os movimentos e ganhar vantagem sobre o atacante. É muito importante estar jogando".

EI: O que você, aos 38 anos, tem que fazer para dosar e estar 100%?

J: "Em termos de treinamento, faço tudo o que todo mundo faz, mas em uma quantidade e com repetições menores. Quando você tem mais experiência, começa a entender melhor o seu corpo e entender os sinais que ele dá. Tenho isso dentro de mim. É importante ir a campo 100%, para dar o melhor, e hoje eu compreendo que não posso fazer todas as partidas, como antes. Perco em quantidade, mas tento manter o nível na qualidade".

EI: O posicionamento do time, com os laterais mais recuados, ajudou no seu rendimento?

J: "Eu joguei bem também com o Zé Ricardo, quando joguei. O esquema depende do treinador. Com o Rueda, talvez ele me considere mais como titular, e as coisas acontecem de uma melhor maneira. Independentemente de esquema, o importante é a gente estar bem na parte técnica e física".

EI: Para o Rueda, a dupla ideal para a zaga parece ser você e Réver. Pode falar um pouco sobre essa parceria?

J: "O Réver é um grande jogador. Jogar ao lado dele tem sido um prazer, porque é sempre melhor jogar ao lado dos grandes jogadores. Nos conhecemos no Inter e era para sermos a dupla lá, mas as coisas não deram certo. Agora, estamos dando continuidade, estamos nos conhecendo nos treinos e nos jogos cada vez mais. Somos dois jogadores com senso tático bom e conseguimos ler bem as jogadas".

EI: Fora do clube, quais são os cuidados que você procura ter na vida pessoal?

J: "Nunca tive problema com alimentação, nunca foi uma barreira. É claro que, quando você está mais velho, a recuperação não é a mesma. Antes, em dois dias eu estava pronto para jogar de novo. Hoje, demora mais um pouco. Por isso que, quando tem dois jogos muito perto, como quinta e domingo, eu sou preservado, para poder recuperar mais um pouco".

EI: Se não for no Flamengo, você falou sobre continuar fora do Brasil. Já tem algum lugar em mente?

J: "Lugar, tem. Proposta é que não. Tem muitos mercados, como Estados Unidos, um lugar muito bom para se viver. Dubai... Esses mercados alternativos. Mas, é uma decisão difícil, porque tenho um filho de 12 anos, uma esposa e todos readaptados ao Rio de Janeiro. Temos que ver o nosso esforço de fazer mais uma mudança. Não quero pensar nisso agora. Temos muitas decisões até o final do ano, eu me sinto bem e espero ficar por mais um ano".

EI: Jogar a Libertadores é a motivação para ficar por mais uma temporada?

J: "Mais do que eu, o Flamengo merece a cada ano jogar a Libertadores. Pelo investimento, pela estrutura que tem. É importante para o Flamengo jogar competições internacionais. É o nosso objetivo. Conseguimos no ano passado e vamos tentar nessa reta final levar novamente. Assim, a gente vai ter chance de ganhar mais uma Libertadores e levar o Flamengo rumo a um título mundial".


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