Duelos contra o Flamengo oxigenam Finanças do Fluminense

Dessas partidas, o Flu foi mandante em quatro, o que gerou uma renda bruta de R$ 5,144 milhões para os cofres das Laranjeiras.

Torcida do Flamengo contra o Fluminense no Engenão - Foto: Gilvan de Souza
ESPN: Nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), Fluminense e Flamengo fazem clássico eletrizante pelas quartas de final da Copa Sul-Americana, no Maracanã. E, daqui a uma semana, os velhos rivais voltam a ser encontrar pelo jogo de volta, novamente no "maior do mundo". 

Com isso, serão oito Fla-Flus em 2017, uma verdadeira overdose. E isso é uma bênção para o time das Laranjeiras.

Afinal, boa parte do dinheiro de bilheteria dos tricolores nesta temporada é proveniente dos encontros com os rubro-negros.

Nos seis dérbis realizados até agora no ano (quatro no Campeonato Carioca, dois no Brasileiro), a média de público pagante foi ótima: 32.447 por jogo.

Dessas partidas, o Flu foi mandante em quatro, o que gerou uma renda bruta de R$ 5,144 milhões para os cofres das Laranjeiras.

Para se ter uma noção do que esse montante representa para os tricolores, isso é mais de um terço de tudo o que a equipe conseguiu em rendas brutas no ano.

Só que Fla e Flu entraram em acordo e resolveram que iriam dividir igualmente a renda de todos os clássicos: exatamente 50% para cada, independentemente de qual torcida estivesse mais presente.

De todas as partidas, cinco foram no Rio de Janeiro (quatro  no Maracanã e uma no Engenhão) e uma em Cariacica-ES, no estádio Kléber Andrade - neste último, ambos ainda tiveram direito a uma cota fixa de R$ 350 mil.

 Somando tudo, Flamengo e Fluminense faturaram uma renda líquida de R$ 1,62 milhão nos seis clássicos do ano, ou R$ 270 mil por partida para cada.

Para o clube das Laranjeiras, uma renda líquida dessa é espetacular, comparando com os outros jogos da equipe no Brasileiro.

Ao todo, a equipe comandada por Abel Braga fez outros 14 jogos como mandante no Nacional, e só em um teve lucro: contra o Atlético-GO, no dia 5 de agosto, com R$ 54,6 mil.

Ou seja, só um Fla-Flu correspondeu a cinco vezes o lucro que os tricolores conseguiram contra os goianos.

Nas outras 13 partidas, o Fluminense só teve prejuízo, que até agora já está acumulado em R$ 2,57 milhões.

Por isso, os dérbis contra os rubro-negros são cada vez mais essenciais para a bilheteria nas Laranjeiras. E, em um ano em que enfrentou seu arquirrival oito vezes, o Flu tem que se considerar abençoado.

Diferente do que foi acordado pelas diretorias anteriormente, porém, as receitas e despesas das partidas pela Copa Sul-Americana não serão divididas. Ou seja, cada clube arcará com os valores na partida em que for mandante - o Tricolor no jogo de ida, o Rubro-Negro no jogo de volta.

Contra o Fla, a expectativa da equipe das Laranjeiras é de um resultado financeiro positivo. Os ingressos estão mais caros do que no  Brasileiro (de R$ 35 a R$ 300) a diretoria espera mais de 40 mil torcedores, o que seria suficiente para arcar com os custos do Maracanã, que giram em torno de R$ 600 mil.

Vale lembrar que, para os jogos da competição da Conmebol, haverá critério de gol marcado fora de casa, mesmo com as duas partidas sendo disputadas no mesmo estádio e com torcida dividida igualmente (apesar da renda não ser dividida 50%-50%).

No retrospecto de 2017, o Fla leva vantagem: duas vitórias contra zero do rival, mais quatro empates.


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