Em alta no Vasco, Zé encontra o Flamengo de Rueda, seu sucessor

A chegada de Rueda amenizou a pressão inicialmente. Mas os problemas enfrentados antes e depois da saída de Zé Ricardo ainda são parecidos.

Marcelo Theobald/Agência O Globo e Mauro Pimentel/AFP
O GLOBO: Em clássico farto em ingredientes e marcado por expectativas dentro e fora do campo — em razão da rivalidade e dos recentes casos de violência entre torcedores, o policiamento no estádio foi reforçado em quase 30% —, Flamengo e Vasco se enfrentam neste sábado, às 19h, no Maracanã. O último confronto do ano entre os dois arquirrivais não vale título, mas põe em jogo uma posição estratégica no Brasileiro, a do G-7, e a expectativa de ficar mais perto da Libertadores-2018.

Com 46 pontos, o rubro-negro ocupa o sétimo lugar, mas será ultrapassado pelo adversário em caso de derrota. O Vasco, que tem 43, igualaria a pontuação, mas passaria no critério de número de vitórias (13 a 12). À beira do gramado, o clássico tem outro apelo forte: o técnico Zé Ricardo, que deixou o Flamengo em agosto e, menos de 20 dias depois, assumiu o Vasco.

Zé Ricardo deixou sua marca no Flamengo em pouco mais de um ano. A saída dele por pressão da torcida interrompeu um trabalho que não cresceu conforme o elenco se qualificou. De 2016 para 2017, a chegada de reforços criou expectativas e aumentou a cobrança. Não houve paciência. A chegada de Rueda amenizou a pressão inicialmente. Mas os problemas enfrentados antes e depois da saída de Zé Ricardo ainda são parecidos.

— O que tentamos no Flamengo foi satisfatório. Buscar o jogo para frente. Mas hoje eles têm um grande treinador, o currículo fala por si. Como adversários, vamos confrontar estratégias — disse Zé.

Com o atual treinador do Vasco, o Flamengo viveu a sua melhor fase do meio para o fim da temporada passada, mas neste ano não obteve o mesmo rendimento. Com Rueda, o rubro-negro ficou mais seguro na defesa. O colombiano diz que Zé Ricardo conhece tanto o Fla quanto o time o conhece.

— Ele tem conhecimento sobre as características dos jogadores, mas é bilateral, pelos jogadores que ajudou a formar, que promoveu e que chegaram — pontuou Rueda.

No Vasco, Zé Ricardo chegou como a antítese de Milton Mendes. O estilo extravagante do antecessor foi trocado por de um treinador cuja discrição chega a impressionar. Os ternos à beira do campo deram lugar ao uniforme de comissão técnica. Os atritos no relacionamento com o elenco também saíram de cena para o tom mais harmonioso na instrução, na cobrança sobre jogadores. E o time do Vasco ganhou em consistência. Em oito jogos, tem quatro vitórias, três empates e uma derrota.

— Não é uma partida especial. É diferente por ser clássico, mas os grandes protagonistas são os atletas, não é o Zé Ricardo — afirmou Zé. — Deixei grandes amigos lá e revê-los será bom.

DESFALQUES NOS DOIS LADOS

No Flamengo, uma vitória no clássico seria importantíssimo para Rueda. O treinador colombiano ainda procura impor seu estilo, mas precisa lidar com cobranças e desfalques. O principal deles é o do centroavante Paolo Guerrero, com lesão muscular na coxa esquerda. Além de Guerrero, Rueda não conta com o volante Cuéllar, suspenso, e com o zagueiro Réver e o atacante Berrío, machucados.

Se o Flamengo não tem seu camisa 9, o Vasco também atuará — mais uma vez — sem a referência no ataque. Havia a expectativa de que Luis Fabiano, fora do time há dois meses por conta de uma cirurgia no joelho direito, voltasse no clássico contra o rival rubro-negro. No entanto, dores musculares adiaram os planos.

O atacante desembarcou na sexta-feira em São Januário, após duas semanas em São Paulo para tratamento. O retorno, agora, deve ocorrer no dia 5, contra outro rubro-negro — o Vitória —, no Maracanã.


Marcadores:

Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget