Entenda como o Flamengo goleou o Bahia mesmo diante de vaias

O Flamengo começou mal e não conseguia se livrar da forte marcação do Bahia, que até dava trabalho em contra-ataques.

Diego comemorando gol pelo Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GLOBO ESPORTE: Réver e Diego. A vitória do Flamengo por 4 a 1 sobre o Bahia, na noite desta quinta-feira, na Ilha do Urubu, passou diretamente pelos pés do zagueiro (pela cabeça, na verdade) e do meia. Os dois, cada um com dois gols, foram decisivos e garantiram o resultado, que não mostra exatamente o que foi o jogo válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Flamengo começou mal e não conseguia se livrar da forte marcação do Bahia, que até dava trabalho em contra-ataques. Diego, decisivo no segundo tempo, chegou a ser vaiado quando o placar estava 1 a 1. No fim, a insistência rubro-negra foi premiada com três gols.

Entenda por que o Flamengo venceu o Bahia nesta quinta:

Réver decisivo
O zagueiro, além de ter sido preciso em desarmes e roubadas de bola, foi o jogador mais decisivo do Flamengo: marcou os dois gols – o segundo, inclusive, em lindo cabeceio na segunda trave, subindo mais alto do que a zaga do Bahia.

Das vaias ao gol
Diego começou a partida muito bem marcado por Renê Júnior. Não conseguia se livrar da marcação e chegou a ser vaiado por parte da torcida do Flamengo na Ilha do Urubu, mas se redimiu. Já com 2 a 1 no placar, comandou contra-ataque rubro-negro que resultou em pênalti. O camisa 35 pediu a bola, bateu e fez o terceiro.

Na comemoração, Diego colocou para fora o que sentia desde o vice da Copa do Brasil: comemorou muito e até reverenciou a torcida no estádio. Se não bastasse isso, o meia ainda fez o quarto depois de receber bom passe de Everton e saiu aplaudido pela torcida.

Dificuldade na armação
O Flamengo, sem Éverton Ribeiro, teve muita dificuldade para armar a partida. As principais jogadas no primeiro tempo foram pelo lado direito, com triangulações entre Berrío e Pará – às vezes, Diego caía por ali, também. O problema é que as tentativas foram frustradas e acabaram quase todas em cruzamentos sem direção para a área.

Meio distante
Cuéllar, Arão e Diego foram mal no primeiro tempo. Os dois primeiros, com dificuldades na marcação, também não conseguiram ser homens surpresa no ataque. Diego, sem a ajuda de Éverton Ribeiro, foi bem marcado por Renê Júnior e caiu muito pelos lados. Guerrero, por exemplo, foi muito pouco acionado por causa dessa distância entre os meias.

Alteração no ataque
A escalação de Berrío na ponta direita surpreendeu, já que Rueda havia dito que não pretendia mexer na equipe que venceu a Chapecoense no fim de semana – só colocar Juan na vaga de Vaz na zaga. O colombiano participou das principais jogadas rubro-negras na etapa inicial, mas foi substituído no intervalo por Éverton Ribeiro.

O camisa 7, que ajuda mais Diego na armação, deu mais movimentação ofensiva ao Flamengo, mas não conseguiu ser protagonista. Participou bastante dos lances ofensivos, não só pela direita. Principalmente depois da entrada de Paquetá, Éverton Ribeiro passou a rodar por todo o campo.

Veja as notas dos jogadores do Flamengo:

Diego Alves [GOL]: 6
Pará [LAD]: 5,5
Réver [ZAG]: 9
Juan [ZAG]: 6
Trauco [LAE]: 5
Cuéllar [VOL]: 6
Willian Arão [VOL]: 5,5
Diego [MEC]: 8
Berrío [ATA]: 5
(Éverton Ribeiro [ATA]: 6,5)
Guerrero [ATA]: 5,5
(Paquetá [ATA]: 6)
Everton [ATA]: 6,5


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