Escalação, postura... Os motivos para derrota do Flamengo

O São Paulo se defendeu muito bem e deixou os visitantes com a bola, mas sem efetividade.

Everton em São Paulo x Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GLOBO ESPORTE: Flamengo parecia não ter entrado em campo no primeiro tempo da partida contra o São Paulo, neste domingo, no Pacaembu. Com uma escalação diferente da habitual, com Geuvânio como centroavante na ausência de Guerrero, o Rubro-Negro foi completamente dominado pelo Tricolor e levou 2 a 0 antes do intervalo.

A ida para o vestiário fez bem ao Flamengo, que melhorou. Geuvânio saiu, Paquetá entrou. Na primeira jogada do segundo tempo, Berrío quase fez o primeiro e teve de ser substituído lesionado. A alteração também foi boa para o Rubro-Negro: Diego, ao lado de Éverton Ribeiro, deu mais criatividade ao meio. Nada disso, porém, foi o suficiente. O São Paulo se defendeu muito bem e deixou os visitantes com a bola, mas sem efetividade.

Veja por que o Flamengo perdeu por 2 a 0 para o São Paulo:

Escalação diferentona
O técnico Reinaldo Rueda já não contava com o atacante Paolo Guerrero, mas o Flamengo ainda teve outras mudanças para enfrentar o São Paulo. Diego, por causa de uma pancada na panturrilha esquerda, ficou no banco de reservas e deu lugar a Éverton Ribeiro na armação das jogadas. No ataque, Geuvânio entrou na ponta direita, e Berrío virou centroavante. Além das mudanças ofensivas, Juan, desgastado depois da partida contra o Bahia, quinta, foi substituído por Rhodolfo. Rueda treinou a escalação utilizada.

Esquema não funcionou
A escalação parecia uma, mas, em campo, mostrou-se outra. Berrío, que já havia jogado como centroavante no Atlético Nacional, seguiu aberto pela direita, e Geuvânio atuou centralizado. O camisa 23, enfiado entre os zagueiros do São Paulo, não rendeu. No primeiro tempo, com ele em campo, o Flamengo finalizou apenas uma vez e cruzou 10 bolas na área.

Mudança de postura
A ida para o vestiário fez bem ao Flamengo. Reinaldo Rueda trocou Geuvânio por Paquetá, mas a principal mudança do Rubro-Negro foi a postura em campo. Os visitantes passaram a pressionar o São Paulo, que parecia ter jogado tudo o que podia - ofensivamente falando - no primeiro tempo. Nos primeiros minutos, Berrío já acertou a trave e quase empatou. O empenho, porém, não foi o suficiente para buscar o resultado, até porque o Tricolor marcava muito bem.

Diego e Éverton Ribeiro
O camisa 35 entrou no segundo tempo, na vaga de Berrío, que saiu lesionado, e deu mais criatividade ao Flamengo. Antes, Éverton Ribeiro estava sozinho na armação das jogadas e com dificuldades por causa da boa marcação de Petros. Com Diego, o Rubro-Negro passou a controlar mais o meio de campo. Repetindo: não foi o suficiente, mas fez os visitantes tomarem o controle da partida.

Laterais sem poder ofensivo
No esquema proposto por Rueda, os laterais do Flamengo não têm tanta liberdade para ir ao ataque. Foi assim, mais uma vez, no Pacaembu. Principalmente no primeiro tempo, Trauco e Pará foram nulos. Os dois quase não foram para o setor ofensivo e marcaram mal na defesa. Isso dificultou as ações rubro-negras.

Veja as notas dos jogadores do Flamengo:

Diego Alves [GOL]: 6
Pará [LAD]: 4,5
Rhodolfo [ZAG]: 5
Réver [ZAG]: 5
Trauco [LAE]: 4,5
Cuéllar [VOL]: 4,5
Willian Arão [VOL]: 5
Éverton Ribeiro [MEC]: 5
Berrío [ATA]: 4,5
(Diego [MEC]: 5,5)
Geuvânio [ATA]: 4,5
(Paquetá [ATA]: 5)
Everton [ATA]: 4,5
(Gabriel [ATA]: sem nota)



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