Fla e Vasco: Lincoln e Paulinho reeditam dupla Romário e Bebeto

O Flamengo do Lincoln atropelou o Vasco do Paulinho em duas partidas e conquistou o título estadual com vitória por 4 a 0 em São Januário.

Foto: Richard Souza
GLOBO ESPORTE: Já são pelo menos dois anos juntos na base da seleção brasileira. Amizade, parceria, gols, títulos. Mas antes de tudo isso, Paulinho, do Vasco, e Lincoln, do Flamengo, foram adversários. Muitas e muitas vezes.

- Acho que nos enfrentamos umas 15 vezes, por aí. Está 14 a 1 para mim (risos) - brincou Lincoln.

- Não! Mentira, mentira! No sub-20 eu ganhei mais (risos) - rebateu Paulinho.

É assim que a dupla da seleção sub-17 leva a rivalidade entre os clubes. E olha que há quase um ano um episódio marcante poderia ter estremecido a relação.

- Eu estava naquele jogo (risos): 10 a 1! - provocou Lincoln.

- Eu estava, eu estava. Mas não foi 10 a 1. Num jogo foi um resultado e no outro jogo outro - lembrou Paulinho.

- Ah tá! Não foi 10 a 1. Foi 6 a 0 e 4 a 1 - encerrou o atacante do Flamengo.

Discussão entre eles é assim. Com sorriso no rosto. Esse debate é sobre a decisão da Taça Rio sub-17 do ano passado. O Flamengo do Lincoln atropelou o Vasco do Paulinho em duas partidas e conquistou o título estadual com vitória por 4 a 0 em São Januário e 6 a 1 na Gávea. O atacante fez dois gols nessas goleadas.

- Teve muita zoação depois disso. Esse resultado se espalhou pelo Brasil. Aconteceu, não sei se explicar - disse Paulinho.

- Essa rivalidade não atrapalha em nada a nossa amizade. Cada um trabalha pelo seu clube, mas um torce pelo outro - afirmou o atacante rubro-negro.

- Eu torço para que o Lincoln suba para o profissional do Flamengo e que consiga fazer um grande trabalho - comentou Paulinho, que já integra o grupo principal do Vasco.

Do mesmo lado fica ainda melhor

No Mundial sub-17 da Índia, a dupla está em evidência. Lincoln já fez três gols em três jogos, enquanto Paulinho marcou dois. Nesta quarta-feira, serão fundamentais para o Brasil no jogo das oitavas de final contra Honduras, às 12h30 (de Brasília).

Só que por mais protagonistas que eles sejam, sempre destacam o grupo comandado por Carlos Amadeu.

- A unidade é o segredo do nosso time - cravou Lincoln.

Nesta quarta-feira, o Brasil pega Honduras pelas oitavas de final do Mundial. Se passar, tem a Alemanha logo depois. Mas com eles é passo a passo.

- Não adianta a gente pensar no que vem por aí. É viver o presente. A partir dessa fase você não pode vacilar, é atenção máxima - analisou Paulinho.

Flamengo, Vasco, dupla, Seleção... Isso não é novidade

A relação de Lincoln e Paulinho faz lembrar uma dupla que marcou época no futebol brasileiro como uma das melhores da história. Na virada da década de 80, Bebeto, no Flamengo, e Romário, cria do Vasco, também tinham sintonia na Seleção.

Não chegaram a ser parceiros nas divisões de base, mas a Copa América de 1989 e a Copa do Mundo de 1994 consagraram a dupla. Mas o curioso é que falar de Bebeto e Romário para Lincoln e Paulinho. De tão jovens, ambos têm 17 anos, pouco sabem sobre dois dos grandes atacantes do futebol mundial.

- Eu até sei quem eles são, mas não sabia que tinha sido assim - comentou Paulinho.

A geração 2000 é fã de Cristiano Ronaldo, um jogador considerado um modelo.

- Ele é um jogador de alto nível, um cara que sempre busca ser o melhor - definiu Lincoln.

Seja qual for a inspiração, nasce uma nova parceria. Ela tem a marca da amizade, do talento e da ambição.

- Hoje estamos aqui no Mundial para, quem sabe, se não for em 2018, em 2022, estarmos numa Copa do Mundo jogando juntos - disse Paulinho.

- Nada é impossível - completou Lincoln.


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