Flamengo avalia participação na 1ª fase da Liga Sul-Americana

De olho na segunda fase, onde almeja ser sede, o time da Gávea retomou a rotina de treinamentos.

FIBA Américas
GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: por Rafael Rezende

Quando saiu do Rio de Janeiro, a caminho da Colômbia, o pensamento do Flamengo era conseguir três resultados positivos, entrosar o time e fechar a primeira fase na liderança do grupo A da Liga Sul-Americana. E foi exatamente isso que aconteceu. O Rubro-Negro superou todas as adversidades em Quibdó e voltou para casa com 100% de aproveitamento: 76x75 no San Martín, 91x57 diante do Hebraica Macabi e 80x70 contra o Cimarrones.

De olho na segunda fase, onde almeja ser sede, o time da Gávea retomou a rotina de treinamentos. Na última semana, o GRN esteve presente em uma atividade e ouviu, de José Neto, que a equipe está no caminho certo. E, também, que é hora de corrigir erros.

- A gente tem que avaliar a competição em si. Da mesma forma que falei no final da temporada passada, que não dá para avaliar o trabalho pelo resultado, eu repito. Não podemos ver somente o lado positivo dessa fase, temos muitas coisas para melhorar, e isso foi visível. Mas ficar na primeira colocação foi muito importante, nós fomos com esse foco. Sabíamos das dificuldades que encontraríamos e das condições. Pensamos no objetivo, tivemos esse jargão e administramos as soluções e os problemas. Foi suficiente para o momento e precisamos continuar trabalhando. Essas três vitórias foram importantes para a continuidade do torneio. Estamos entrosando e enfrentamos adversários duros que colocaram o caráter do time em prova. Eu fiquei feliz e com a impressão de que vamos superar os obstáculos - destrinchou.

O comandante seguiu sua análise expondo a importância do jogo coletivo para o funcionamento das outras áreas, tanto dentro, como fora de quadra. E aproveitou o espaço para falar do próximo desafio antes da semifinal da LSB.

- Acho que isso já vem sendo. Se formos olhar as estatísticas desde o tempo que cheguei aqui, vamos ver que distribuímos bastante. Não só os minutos, mas a pontuação. Têm equipes que apostam em um ou dois jogadores, eu aposto no time e sempre vou ser assim. É a referência do trabalho, existe a força do grupo e nós costumamos montar elencos equilibrados. No dia que for necessário um jogar mais que o outro, vai acontecer naturalmente. As fichas estarão sempre ali. Estamos começando a sexta temporada, e nas cino que estive no Flamengo, foram situações que aconteceram. É importante analisar a questão dos pontos, mas, também, a eficiência. Mesmo precisando melhorar, foi suficiente. Agora, teremos a Copa Avianca, que é uma preparação. Até porque, fazer seis jogos em sete dias é algo atípico. Vamos usar esses confrontos para preparar e temos que administrar isso bem, pois é humanamente impossível essa sequência. O nosso intuito é participar e dar um ritmo maior, sem deixar de lado que, na outra semana, estaremos jogando uma fase importante da Liga Sul-Americana - exaltou para, posteriormente, mudar de assunto e comentar.

Único remanescente do título de 2009, Marcelinho Machado apontou os prós e os contras da campanha e ressaltou que o Fla teve brio para vencer as adversidades.

- Não poderia ser melhor entendendo o momento que estamos vivendo. Nesse início de temporada, é esperado termos as oscilações que tivemos, mas isso não nos agrada de maneira alguma. É natural para uma equipe que está em formação, onde muitos jogadores estão chegando em posições diferentes. Era previsto encontrar essa falta de conjunto. Temos que aproveitar essas partidas para, justamente, ganhar entrosamento e conquistar resultados. Foi o que fizemos, apesar das condições que encontramos lá. Não sei se chegou aqui, mas tudo muito abaixo do padrão que a FIBA deveria oferecer aos clubes. Todo mundo teve o mesmo tratamento, porém, focamos em ficarmos conscientes na importância do campeonato, e deu certo - avaliou.

Indagado sobre o impacto da virada em cima do San Martín, na estreia, o ala deu sua opinião com confiança.

- A nossa falta de ritmo era muito maior. Eles vinham jogando o Super 20, na Argentina, e nós tínhamos disputado apenas dois jogos completos. Isso ficou claro durante a partida. Se a gente iria responder diferente, eu não sei, varia de acordo com o que vai acontecendo no campeonato. É lógico que a vitória nos deu muita moral por tudo que aconteceu. Foi na garra e na raça, mas se tivéssemos perdido, mostraríamos a personalidade de reverter situações adversas e teríamos conseguindo a classificação da mesma forma - frisou e apostou.

Pecos enalteceu o propósito alcançado, dividiu méritos com os companheiros e mencionou uma variação que foi essencial.

- Nosso objetivo era chegar lá e classificar em primeiro. Conseguimos. Foi muito bom, deu uma moral e nós mostramos o que podemos fazer como time. Agora, temos que seguir trabalhando para dar continuidade. Achei positivo porque os estrangeiros e o Pilar ainda não tinham treinado direito. Deu para jogarmos completos e, para mim, isso foi mais importante do que as vitórias. Sobre intensidade, lembro que disse que seria fundamental. Eu e o David somos jogadores bem intensos, principalmente, defensivamente. Então, o revezamento será útil, pois o ritmo não vai cair. No basquete, defesa ganha jogo e o Neto poderá utilizar essas características. Estamos melhores e chegaremos na próxima fase com um tempo maior de trabalho - celebrou e explicou.

O armador finalizou definindo, de forma ideal, o planejamento rumo à decisão do campeonato continental.

- O entrosamento tem crescido cada vez mais e vai continuar por conta do ritmo. Essa Copa Avianca servirá muito para a nossa preparação, pois, logo em sequência, vamos jogar a segunda fase da Liga Sul-Americana. É crucial pegar condicionamento físico com treinos e jogos. Temos que aproveitar isso para conseguirmos classificar para a final - arrematou.


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