"Flamengo é um fenômeno sociológico único", diz Reinaldo Rueda

Para Rueda, comandar o Flamengo tem sido uma experiência inovadora.

Foto: Gilvan de Souza
GLOBO ESPORTE: Reinaldo Rueda chegou ao Flamengo e ao Rio de Janeiro há dois meses e reconhece que ainda está aprendendo a lidar com o time e com o jeito brasileiro. Foram 60 dias de trabalho intenso, direto do hotel para o centro de treinamento todos os dias, aeroporto, viagens, estádios. Para Rueda, comandar o Flamengo tem sido uma experiência inovadora.

- O Flamengo é um fenômeno sociológico único. É impactante. Por onde ando tem torcedor. Eles sempre pedem para escalar um jogador, para não escalar outro. Agora, querem a Copa Sulamericana – conta o técnico colombiano.

A equipe rubro-negra está nas quartas-de-final da competição e terá o Fluminense pela frente. No Campeonato Brasileiro, está na zona de classificação para a Libertadores. Rueda, que assumiu a equipe no meio da competição e que tem contrato até o fim de 2018, admite que a evolução no time desde que chegou ainda está longe do que ele almeja.

- O Flamengo tem um compromisso pelo seu DNA, sua história, grandeza, de sempre buscar o rival, propor o jogo, e estamos no caminho de buscar essa equipe agressiva. Evoluímos muito pouco, melhoramos a segurança defensiva em algumas situações de jogo, mas falta muito para sermos mais contundentes – reconhece.

Mas, ainda assim, o técnico colombiano não acredita que o Brasileirão esteja definido.

- Sabemos que há muita diferença de pontos, mas é alcançável. É difícil, mas tudo pode acontecer com o Corinthians, o Grêmio, as equipes que estão perto da liderança – aposta o treinador.

Com tanto trabalho, Rueda nem teve tempo de conhecer muito da cidade carioca desde que chegou. Já visitou o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, mas foi em um passeio que fez após comandar o Equador na Copa do Mundo, em 2014. Na língua, tem se aventurado mais. O colombiano já arrisca algumas palavras em português nos treinamentos com os jogadores. E não poupa elogios ao futebol brasileiro.

- Comparável ao campeonato alemão, ao espanhol. O futebol brasileiro não tem nada que invejar ao futebol da Europa. Aqui, há dez equipes muito competitivas – avalia.

Aos poucos, Rueda vai entendendo o jeito brasileiro. De jogar e também de se comportar. E os brasileiros vão se aproximando do técnico colombiano. De algumas formas até inesperadas. Além dos palpites na escalação, Rueda já tem candidatos a “genros” por aqui. Não foram poucas as vezes que o treinador foi chamado de sogro por torcedores.

- Alguns garotos às vezes gritam isso, também botam nas redes sociais. Alguém encontrou uma foto das minhas filhas e aí me chamaram de sogro. Me diverti muito e elas também – revela o colombiano.


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