Flamengo não é o primeiro clube a sofrer com patrocinador caloteiro

Ainda no Rio de Janeiro e ainda neste ano de 2017, o Botafogo ficou se receber da Ordenext e teve que romper o contrato que havia assinado.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
ESPN: Fechar um patrocínio é sempre motivo de orgulho, muita felicidade e muitas vezes até razão para se gabar diante de rivais. Não por menos, claro: é dinheiro garantido entrando nos cofres.

Ultimamente, porém, essa alegria toda tem se transformado cada vez mais em frustração.

O último a ser ‘vítima’ do patrocinador foi o Flamengo. Segundo informações do GloboEsporte.com, a Carabao, empresa tailandesa de bebidas energéticas, está com dificuldades para honrar seus compromissos com o clube rubro-negro e atrasou parte dos pagamentos do patrocínio.

A empresa tailandesa investiu R$ 15 milhões para patrocinar as mangas das camisas do clube rubro-negro desde o começo deste ano e a partir de 2018 deve se tornar patrocinadora máster no lugar da Caixa no valor de R$ 35 milhões por ano.

Mas o Flamengo está longe de ser o primeiro a ter problemas com patrocinador.

Ainda no Rio de Janeiro e ainda neste ano de 2017, o Botafogo ficou se receber da Ordenext e teve que romper o contrato que havia assinado.

A Ordenext é uma empresa criada para facilitar a comunicação entre clientes, empresas e profissionais autônomos. Em fevereiro, aproveitou a maior exposição do Botafogo na Libertadores e resolveu patrocinar a camisa do clube.

Três meses depois, porém, o time carioca anunciou a rescisão por falta de pagamento, cobrando por 13 jogos de exposição da marca que não recebeu. A empresa alegou que teve problemas com a crise econômica e não conseguiu arcar com o que havia assumido.

Ainda no Rio, o Fluminense teve problemas com a fornecedora de uniformes Dryworld, que encerrou suas atividades no Brasil e deixou os cofres do clube tricolor com um rombo de R$ 11 milhões. Um processo corre na Justiça para que o clube recupere esse valor, com correção monetária e ressarcimento por danos.

Mas os problemas também estão longe de ser uma exclusividade carioca.

A mesma Dryworld fez o Atlético-MG sofrer. Clube e empresa assinaram um contrato de cinco anos, mas dificuldade da marca no repasse de diversos itens, atraso em pagamentos e briga na Justiça entre matriz e filial levaram o rompimento do acordo após menos de um ano.

Para piorar a situação, a Dryworld era a responsável pelo pagamento dos salários de Robinho, o que fez com que o Atlético tivesse que assumir os altos vencimentos do atacante – e elevar a folha salarial de uma forma que não esperava.

Pelo menos dois clubes paulistas também já se deram mal.

O São Paulo sofreu com a rede de alimentação Rock & Ribs. O clube acertou que a empresa patrocinaria o calção do uniforme e também teria uma loja no Morumbi.

Nenhuma das coisas se concretizou: a loja não foi aberta e o valor do patrocínio não foi pago.

Recentemente, o clube tricolor até ganhou um processo na Justiça, mas por um valor bem abaixo do esperado.

Já o Corinthians teve problemas. E com duas empresas diferentes.

Primeiro com uma marca chamada Klar, que supostamente seria de produtos de limpeza e deveria estampar o uniforme corintiano. O anúncio foi feito no fim de 2015, e a marca chegou até a ganhar exposição, mas nunca pagou um centavo por isso. O acordo acabou rompido logo no começo do ano seguinte.

Depois, o clube alvinegro ainda assinou com o grupo de investimentos Apollo Sports. O contrato era de três anos, mas o Corinthians recebeu só dois meses de pagamento.


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