Flamengo não teme e não pretende romper com a Carabao

A empresa tem cláusula de rescisão caso as vendas fiquem abaixo de 37 milhões de unidades até setembro de 2018.

Simbolo da Carabao no CT do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
MÁQUINA DO ESPORTE: A Carabao tem atrasado pagamentos ao Flamengo. A empresa, que no começo do ano assinou um acordo de seis anos, incluindo o aporte máster ao time carioca, tem tido dificuldades para colocar os produtos em pontos de venda no Brasil, o que tem atrapalhado as obrigações financeiras da empresa com o clube.

A informação foi divulgada pelo site Globoesporte.com e tem sido negada por ambas as partes. Segundo a publicação, dentro do clube há pessimismo quanto à possibilidade de a empresa assumir o aporte máster em 2018, conforme está previsto em contrato. Atualmente, a empresa arca com R$ 15 milhões anuais, valor que subiria para R$ 35 milhões na próxima temporada.

Oficialmente, ambas as partes têm negado problemas com os repasses financeiros. Ao Globoesporte.com, clube e empresa reforçaram a parceria e afirmaram que as dificuldades da empresa no Brasil são normais para o início da operação em um mercado novo.

Segundo a Máquina do Esporte apurou, os atrasos existem, mas o clube não teme um rompimento de contrato e nem uma mudança do que foi acordado inicialmente.

Quanto à empresa, existem alguns problemas graves a serem resolvidos. No mercado brasileiro, a Carabao tem convivido com ruptura no varejo, o que torna vã a exposição obtida com o clube. A principal questão é a ausência de um sistema de distribuição consolidado no Brasil. Com poucos profissionais, o processo de entrada nos principais pontos de venda tem sido lento.

Há outro problema enfrentado, que dificulta ainda mais a entrega ao mercado. Como os produtos da Carabao são importados, ele passa por processos burocráticos na alfândega brasileira. O caminho do energético até o consumidor, por tanto, tem empecilhos desde a entrada da marca no país.

A Carabao fechou com o Flamengo junto com a entrada da marca no país. O primeiro ano deveria ser, de fato, com maiores dificuldades e, por isso, a marca ficaria nos ombros do uniforme. Em 2018, passaria ao máster, com metas de venda para o clube, em acordo que poderia chegar a R$ 200 milhões em seis anos.

Pelo acordo, o clube ganhará mais se houver alta nas vendas, mas também poderá ficar sem parceiro em caso de fracasso; a empresa tem cláusula de rescisão caso as vendas fiquem abaixo de 37 milhões de unidades até setembro de 2018.


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