Flamengo o desafio de transformar elenco em um time competitivo

O dilema sobre a formação tática da equipe se colocou com a troca de treinador.

Foto Oficial do time do Flamengo campeão Carioca 2017 - Foto: Divulgação
O GLOBO: O torcedor do Flamengo deu seu voto de confiança durante a recuperação financeira do clube, mas na atual conjuntura se transformou em um consumidor que exige o resultado esperado em campo. A dez jogos para o fim do Brasileiro, o elenco milionário e em tese qualificado para disputar títulos em 2017 ainda não se transformou em um time competitivo.

A angústia se justifica. A interrupção de um trabalho de mais de um ano com a troca de Zé Ricardo por Reinaldo Rueda apostava em uma resposta imediata, que não aconteceu. O colombiano completou dois meses à frente da equipe nos últimos dias e ainda está conhecendo jogadores e filosofia do clube.

O calendário implacável do futebol brasileiro serviria de justificativa se o grupo atual do Flamengo não se conhecesse, em grande parte, há quase dois anos. A base foi mantida, mas o futebol exibido em 2016 piorou, mesmo com mais opções no elenco. Zé Ricardo conseguiu, com menos peças, levar o time ao terceiro lugar no Brasileiro.

Esse ano, o diretor de futebol Rodrigo Caetano se aproveitou do crescimento financeiro para reforçar o grupo no meio do ano com Everton Ribeiro, que custou R$ 22 milhões, o zagueiro Rhodolfo e o atacante Geuvânio. O clube já havia se reforçado em janeiro com o atacante Berrío, por R$ 11 milhões, além de Conca, Rômulo e Trauco. Apenas o lateral peruano teve sequência. Os demais reforços não emplacaram.

O cenário é de mais um ano de transição, com apenas a conquista do Estadual e frustrações na Libertadores e Copa do Brasil. Em 2018, ano eleitoral, a pressão no clube deve aumentar ainda mais por conquistas relevantes. E a tranquilidade do trabalho diminuir. Desta forma, o fim de 2017 precisa ser de alegrias para a torcida do Flamengo.

Mesmo que haja um entendimento racional de que o clube se preparou para anos consolidados na disputa pelas principais competições, as atuações da equipe indicam que o trabalho dentro de campo está só começando.

O dilema sobre a formação tática da equipe se colocou com a troca de treinador. Historicamente, o Flamengo tinha laterais que apoiavam o ataque, mas Rueda os recuou. O efeito prático foi uma defesa mais segura. No ataque, por outro lado, há pouco apoio. Os volantes não chegam como deveriam e os meias e atacantes se desdobram, como Diego e Guerrero, que passaram a ser mais cobrados novamente.

Se o time não encaixar e não engrenar, não será surpresa a busca por velhas soluções, como um cabeça de área mais preso e veloz que dê liberdade de criação para os demais jogadores. Ou dois pontas que marquem bastante. Sem tempo para reinventar, o Flamengo tenta não terminar 2017 como começou.


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