Flamengo queima Felipe Vizeu e Lucas Paquetá

Ao que parece, os atletas formados e ainda em formação na base são "tapa-buracos" que são acionados apenas para uma situação de emergência.

Vizeu e Lucas Paquetá no Flamengo - Foto: Reprodução
GOAL: "Craque o Flamengo faz em casa", essa frase se tornou uma espécie de mantra nos anos 80, quando o time Rubro-Negro conquistou todos os títulos possíveis com atletas formados na base do clube. Mas apesar de repetir isso com orgulho, os torcedores de hoje sabem que isso se tornou raridade.

Não são poucos os atletas que surgiram no clube nos últimos anos e despertaram a esperança do torcedor, mas na grande maioria dos casos, depois de todo o frisson inicial, não corresponderam as expectativas e se transforam em decepção.

Como clube formador, o Flamengo tem a sua parcela de culpa, na verdade a maior parte da culpa, ainda falta estrutura para as divisões de base (o clube tem trabalho para melhorar e espera entregar o Centro de Treinamento até o final de 2018), e os processos podem ser apontados como os maiores problemas.

Como por exemplo, Felipe Vizeu, ele surgiu em 2016 como uma grande promessa, alto, forte e com boa pontaria, não demorou para que mostrasse seu potencial entre os profissionais, mas a oportunidade só veio porque o clube não tinha, na ocasião, nenhum jogador para a reserva de Paolo Guerrero.

Com as frequentes ausências do peruano, o garoto foi ganhando espaço e conquistou os torcedores, fez gols importantes e ajudou o Flamengo a se recuperar e brigar pelo título brasileiro. O ano virou e Vizeu foi convocado para disputar o Sul-Americano sub-20 pela seleção, dividiu espaço com Richarlison, que hoje está brilhando na Premier League.

Com a virada do ano, o garoto passou a ser sondado por clubes do futebol europeu e também perdeu espaço, ele se tornou terceira opção e viu Leandro Damião, atleta que estava emprestado ao Flamengo, ganhar mais oportunidades. Aos 20 anos, o garoto também teve problemas de comportamento, o que atrapalhou ainda mais sua sequência no Rubro-Negro, por vezes, ficou de fora de jogos como "punição".

No meio da temporada, insatisfeito com o desempenho de Leandro Damião, o Flamengo liberou o atleta para acertar com o Internacional, sem mais opções no ataque, o Rubro-Negro voltaria a precisar de Vizeu. Em momento crucial, nas semifinais da Copa do Brasil, o garoto se lesionou e ficou de fora dos jogos decisivos.

Por sua vez, Rueda precisou improvisar Lucas Paquetá na posição e vem fazendo isso desde então, por outro lado, Vizeu, que não teve sequência e foi preterido em vários momentos da temporada, não vem agradando quando é acionado. Contra o Vasco, no último final de semana, desperdiçou uma chance que poderia ter dado a vitória ao Mais Querido.

Nos últimos jogos, Lucas Paquetá também não conseguiu dar conta do recado no ataque e vem sendo vítima de críticas, mas vale ressaltar, mais uma vez, que ele não é atacante e sim meio-campo. Na sua posição original, não ganhou praticamente nenhuma oportunidade com Reinaldo Rueda e vem precisando se desdobrar lá na frente.

Ao que parece, os atletas formados e ainda em formação na base são "tapa-buracos" que são acionados apenas para uma situação de emergência. Sem sequência ou qualquer tipo de planejamento para que de fato possam se transformar em peças importantes para o elenco.


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