Fracassos no futebol impedem bônus da adidas ao Flamengo

O desempenho rubro-negro na primeira metade do contrato foi avaliado como fraco. No período, o Fla conquistou dois cariocas e uma Copa do Brasil.

Jogadores do Flamengo de amarelo - Foto: Gilvan de Souza
GLOBO ESPORTE: A atual gestão do Flamengo comandada por Eduardo Bandeira de Mello foi iniciada com um aporte significativo de verba. Um novo contrato de fornecimento de material esportivo com a Adidas que renderia, nos primeiros cinco anos - além de uma “taxa de início de parceria” de R$ 38 milhões - R$ 12,5 milhões por temporada. O valor, a partir de 2018, sobe para R$ 17,5 milhões.

Mas poderia subir mais. Estavam previstos bônus associados à performance da equipe de futebol no contrato em três patamares: fraco, mediano, excelente. E o desempenho rubro-negro na primeira metade do contrato foi avaliado como fraco. No período, o Fla conquistou dois cariocas e uma Copa do Brasil.

Essa qualificação fez com que o clube deixasse de receber mais R$ 1,75 milhão, além da correção dos valores pelo IPC (Índice de Preço ao Consumidor) acumulado em 2017 por cada uma das próximas cinco temporadas até o fim do contrato. Para atingir uma qualificação mediana, o time de futebol precisava pelo menos de um título do Campeonato Brasileiro e duas classificações para a Libertadores. Nesse caso, porém, os R$ 17,5 milhões sofreriam somente o acréscimo do IPC, previsto para fechar 2017 em torno de 5,6%.

A meta para receber o carimbo de excelente, que garantiria esse aporte mais robusto, contudo, era alta: um título da Libertadores e duas classificações para a competição continental, mais dois títulos brasileiros da Série A. Os pagamentos anuais do contrato são corrigidos pelo IPC-FIPE.

Neste ano, o Flamengo ainda pode correr atrás do título da Copa Sul-Americana, mas a competição também não conta na tabela de bônus – apesar de estar prevista premiação por título. Diz a cláusula 3.4:

Ao término do quinto ano de contrato as partes deverão observar a performance do clube ao longo dos cinco primeiros anos de contrato para a verificação de em qual dos níveis de desempenho, de acordo com a tabela abaixo, o clube pode ser classificado. A quantidade de títulos e/ou qualificações em uma das competições excedente ao mínimo estabelecido na tabela abaixo não terá o condão de compensar a falta de títulos e/ou qualificações da outra competição”.


O blog entrou em contato com o clube questionando se concorda com a avaliação de desempenho “fraco” segundo os parâmetros do contrato e se o Flamengo pretende aplicar os R$ 5 milhões extras que passa a receber a partir de 2018 no futebol. Por e-mail, o clube respondeu:

"O Flamengo não comenta detalhes do contrato dada sua confidencialidade.

Porém, cabe ressaltar que Flamengo e Adidas estão satisfeitos com os resultados da parceria e trabalham sempre em conjunto para crescimento e sucesso de ambas as instituições.

Por fim, como a principal atividade do clube é o futebol, é natural que a maior parte dos recursos originários da parceria sejam direcionados à modalidade".

Premiações

Além dos pagamentos anuais, logo nos primeiros meses de contrato o clube recebeu um bônus de R$ 38 milhões a título de “taxa de início de parceria”. Anualmente, o clube recebe a verba do contrato em duas parcelas. Apesar de a aproximação ter se iniciado ainda sob a gestão de Patrícia Amorim no Flamengo, houve na época negociações para engordar itens do contrato como a premiação por títulos de cada competição.

Na proposta original da Adidas, o clube receberia as seguintes premiações: Carioca, R$ 200 mil; Copa do Brasil, R$ 200 mil; Copa Sul-Americana, R$ 200 mil; Brasileiro Série A, R$ 750 mil; Copa Libertadores, R$ 750 mil; Mundial da Fifa, R$ 800 mil. Após as negociações, os números engordaram.

Do primeiro ao quinto ano de contrato, o Carioca passou a valer R$ 250 mil; Copa do Brasil, R$ 300 mil; Copa Sul-Americana, R$ 400 mil; Brasileiro Série A, R$ 1 milhão; Copa Libertadores, R$ 1,5 milhão; e Mundial da Fifa, R$ 800 mil. Do sexto ao décimo ano de contrato, os valores são ainda mais vultosos: Carioca, R$ 300 mil; Copa do Brasil, R$ 380 mil; Copa Sul-Americana, R$ 500 mil; Brasileiro da Série A, R$ 1,3 milhão; Copa Libertadores, R$ 2 milhões; e Mundial da Fifa, 800 mil. Curiosamente, a única premiação que não recebeu reajuste e ficou em menos da metade da Libertadores foi o Mundial da Fifa, que permaneceu com o valor da proposta original.


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