Gilmar Ferreira sugere time alternativo ao Flamengo no Estadual

O uso de aspirantes e juniores nos Estaduais alivia a pressão e melhora o resultado técnico dos times nas principai competições.

Diego e Diego Alves entrando em campo pelo Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GILMAR FERREIRA: Prestes a entrar no último ciclo do calendário brasileiro, a maioria dos grandes clubes de futebol sente na pele o peso da sobrecarga.

E em especial os clubes cariocas.

O Flamengo, fez neste sábado o seu 71º jogo em 2017.

E se chegar à final da Sul-Americana, terá disputado 83 partidas no ano.

Carga absurda de jogos que exige da diretoria do clube séria reflexão.

Vale a pena, desportiva e financeiramente, submeter os jogadores a tanto desgaste, saturando a marca e esgotando sua torcida?

Sei, não...

O QUE EU SEI é que o Atlético-PR melhorou de forma significativa o desempenho no Brasileiro depois que optou por jogar o Estadual com equipe sub 23, em 2013.

Desde então, jamais o clube rebaixado à Série B em 2011 deixou de estar entre os dez primeiros da Série A.

Foi terceiro em 2013;

Oitavo em 2014;

Décimo em 2015;

E sexto em 2016 _ com duas participações na Libertadores no período.

Este ano, tem 63 jogos e ocupa a nona posição com viés de alta.

E O FATO de um elenco contar com dois jogadores de bom nível para cada posição nem sempre se traduz em vantagem competitiva.

As seguidas alterações no time dificultam o entrosamento, estressam os jogadores e atrapalham os próprios treinadores.

Disputar mais do que 70 partidas por ano, algo em torno de um jogo a cada quatro dias, costuma ser improdutivo para clubes que almejam grandes conquistas.

Fato a cada dia mais evidente.

BASTA VER a formação do bloco principal desta Série A, onde os três primeiros colocados, por ora, são de São Paulo.

O líder Corinthians tem 60 jogos disputados, o Santos fez o seu 59º, o Palmeiras tem 58 e o São Paulo atingiu os 55 nesta rodada.

Entre os cariocas, fora o Flamengo com seus 71, temos o Fluminense com 66, o Botafogo com 64 e o Vasco que neste sábado chegou à marca de 50.m jogos

Aliás, a razoável campanha dos vascaínos está diretamente ligada ao calendário mais flexível.

PORTANTO, a saída encontrada pelo Atlético-PR, nem sempre cumprida à ferro e à fogo, pode não ser a receita definitiva.

Tanto não é que no ano passado, disposto a festejar o título, o clube jogou com seus titulares.

Mas o uso de aspirantes e juniores nos Estaduais alivia a pressão e melhora o resultado técnico dos times nas principai competições.

É questão de saber priorizar...


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