Ideias de Rueda esbarram no imediatismo do Flamengo

Pois o Flamengo que Rueda levou ao Pacaembu, com Geuvânio e Berrio na frente, não funcionou.

Reinaldo Rueda falando com Juan, zagueiro do Flamengo - Foto: Staff Images
GILMAR FERREIRA: E de repente o confronto entre Botafogo e Corinthians da noite desta segunda-feira ficou com caráter decisivo.

Passou o jogo-chave da rodada, e que pode dar uma sacudida nos clubes da parte de cima da tabela.

Porque o time de Fábio Carille agora sabe que tem de vencer o de Jair Ventura, no Nílton Santos.

Sob o risco de ver a diferença para os segundos colocados Palmeiras e Santos cair para seis pontos.

Tendo ainda pela frente adversários indigestos e um confronto direto com o próprio Palmeiras.

Entra sob pressão, o Corinthians.

E essa simples adrenalina já nos faz amanhecer acreditando que o Brasileiro da Série A ainda não está decidido...

BOTAFOGO x CORINTHIANS.

Além do exposto, o duelo entre os dois mais eficientes treinadores em atividade no futebol brasileiro, nos reserva uma peculiaridade interessante para o momento.

Nas últimas oito rodadas, o Botafogo somou sete pontos a mais do que o líder Corinthians (16 a 9), o que retrata o melhor momento dos cariocas.

Fato curioso, que mostra como foi boa a campanha do time paulista no turno.

Mesmo com a brutal queda no rendimento, diferença entre eles é de 15 pontos.

A vitória leva o bom time de Jair Ventura à sexta colocação, podendo chegar até ao quinto lugar se a diferença no placar for de um mínimo de dois gols.

Por isso ele vai repetir a formação-base dos últimos jogos.

Os dois times jogar em contra-ataques ou em transição ofensiva, e é provável que tenhamos um duelo equilibrado _ e até ruim de se ver.

Mas que este jogo tem um charme especial, não restam dúvidas.

SÃO PAULO 2 x 0 FLAMENGO.

Não deu certo a ideia de poupar Diego, Guerrero, Paquetá e Juan para o Fla-Flu das quartas-de-final da Sul-Americana, no Maracanã.

Pois o Flamengo que Rueda levou ao Pacaembu, com Geuvânio e Berrio na frente, não funcionou.

E o São Paulo acabou decidindo logo no primeiro tempo.

Mexido, com Diego e Paquetá, o time rubro-negro melhorou no segundo tempo, mas não conseguiu ir além do gostinho de ter sido melhor nos últimos 45 minutos.

E isso é nada diante da necessidade de mostrar em campo sua superioridade orçamentária.

As convicções e as ideias de jogo de Rueda para a construção de um Flamengo competitivo em 2018 esbarram nas necessidades do agora.

Não há tempo para experiências e observações: o time precisa entrar em campo de três dias e vencer a qualquer custo.

Essa ciranda nossos treinadores, fisiologistas, médicos e preparadores já conhecem.

Rueda, eu não sei...

CHAPECOENSE 2 x 0 FLUMINENSE.

Ligado também na frequência do torneio Sul-Americana, o time de Abel Braga não exibiu uma só gota de futebol.

Nada.

O Fluminense foi um deserto de ideias, presa fácil para um adversário que joga com transpiração.

A ausência de Douglas e Sornoza, poupados, fez falta ao meio.

E o setor mais disputado do campo foi ocupado com eficiência dos donos da casa.

Atuação pobre do time carioca, sem brilho e decepcionante.

Provavelmente, um desafio que o Fluminense não se preocupou muito em vencer.

VASCO 1 x 1 CORITIBA.

Num campeonato a cada ano mais nivelado, é natural que um time com reconhecidos problemas ofensivos tenha revezes como este, do último sábado.

Castigo com mais um gol num chute que não oferecia aparentes complicações, o Vasco ficou no empate.

A torcida deixou o Maracanã frustrada, com razão, mas o melhor remédio é o olhar reflexivo para a linha do tempo.

O time fez 18 pontos em nove rodadas da era pós Mílton Mendes, com média de dois por jogo.

É pontuação de quem briga na parte de cima.

O Vasco fez dez pontos em quatro jogos disputados em onze dias.

Para quem não tem um elenco numeroso e de boa qualidade, é um feito e tanto...


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