Maurício Gomes rechaça crise no Flamengo: "É Hora de dar as mãos"

Mauricio minimizou a discussão, disse que houve apenas uma "divergência de opinião" com Pracownik.

Foto: Gilvan de Souza
GLOBO ESPORTE: A discussão da reunião da semana passada na diretoria do Flamengo, entre o vice-geral Mauricio Gomes de Mattos, um dos envolvidos na discussão com o presidente Eduardo Bandeira de Mello e o vice de finanças Claudio Pracownik ainda ecoa nos bastidores do clube.

Em um áudio enviado a grupos de WhatsApp, Mauricio minimizou a discussão, disse que houve apenas uma "divergência de opinião" com Pracownik, pediu união nos bastidores e ainda finalizou: é cedo para falar de eleição, um dos motivos do clima quente do encontro na Gávea. Veja, abaixo, a íntegra do áudio de 1 minuto e 24 segundos.

"Não é hora de a gente fazer movimento de crise. É hora de dar as mãos, e o Flamengo, unido, se torna imbatível. O Claudio é uma pessoa de bem. Não houve absolutamente nada comigo e com o Claudio. Só divergência de opinião, algo normal de reunião do conselho-diretor. Eu estou minimizando, não vale a pena para ninguém. Temos de honrar o presidente Eduardo Bandeira de Mello, que é o presidente do Flamengo. Eu sou o vice-geral. Isso é bom para a imprensa e não para o Flamengo. Peço para os senhores minimizarem o problema, para os senhores estarem unidos tentando mostrar para todo mundo que o Flamengo unido é imbatível. E na desunião todos nós perdemos, tá (sic)? Me desculpem aí com esse assunto que me envergonha, mas tinha de passar isso a vocês, pedir calma, seriedade e união de todos do Flamengo, para a gente sair desses momentos que são momentos tristes, de ver meu nome no jornal, ver meu nome linkado a eleição. É muito cedo para falar de eleição. Não começou nada. Vamos aguardar isso aí. Eleição é só final do ano que vem. Tem muito tempo e a gente tem de trabalhar pelo Flamengo."

Entenda o caso

A discussão na reunião de diretoria foi quente e terminou ares de bate-boca político e até banho de água. O tema que esquentou o encontro, sempre realizados às segundas-feiras na sede da Gávea com os vice-presidentes, alguns diretores executivos e o presidente, foi a proposta de reformulação do departamento médico na sede da Gávea.

Mauricio é contra a reformulação, fez abaixo-assinado para defender a manutenção dos profissionais. Parte da diretoria do Fla entende que vai haver economia com a mudança de regime de atendimentos médicos. O assunto colocou em lados opostos Mauricio e Pracownik.

O vice de finanças disse que a decisão não podia ser reflexo das eleições de 2018, indicando que o vice-geral estava pensando no pleito do ano que vem - apesar do áudio vazado por Mauricio, há movimento político nos bastidores. Ele rebateu e questionou se era só ele que tinha pretensões políticas no clube - o que gerou mais discussões.

Em meio ao calor do bate-boca, Bandeira interveio e derrubou um copo de água na mesa, na direção de Mauricio. Irritado, Mauricio se levantou e abandonou a reunião.

O Flamengo tem eleição no fim do ano que vem. Claudio Pracownik é o provável candidato do grupo de Bandeira. Com bom relacionamento em outros grupos políticos, Mauricio Gomes de Mattos também é potencial candidato.


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