O ano trágico do Flamengo

Ontem não soubemos bater a Ponte no Moisés Lucarelli. Já imaginaram uma Final contra o Racing com o segundo jogo na casa deles?

Lucas Paquetá, do Flamengo, jogado no gramado - Foto: Alexandre Schneider/Getty Images
BOTECO DO FLA: por Mercio Querido

E não é que não deu de novo, nobre frequentador do Boteco?

E como sempre no pós-jogo, técnico e jogadores ficam buscando algum tipo de explicação para mais um revés. Faltou finalizar, faltou intensidade, faltou ligação do meio-campo com o ataque, faltou sorte, faltou não marcarem o pênalti (que não existiu mesmo), faltou sair na frente no placar, blá, blá, blá... Isso nem é o Pacote Irritação completo. Afinal precisamos lembrar que após as declarações dos diretamente envolvidos, hoje ou amanhã aparecem as explicações dos responsáveis pela direção do treco, que certamente virão no formato de alguma Planilha Excel ou matéria sobre resultados financeiro-aministrativo-tecnológicos (ainda bem que eu não preciso perguntar nada na Gávea).

Pra resumir bem resumida a pelada da noite dessa segunda: um primeiro tempo inexistente com uma cabeçada pra cada lado e uma segunda etapa “melhorzinha”. Pelo menos pro time deles, já que para o nosso lado teve só a finalização do Paquetá que nem na direção do gol foi.

O Rueda conseguiu ver “coisas positivas”. Que bom. Pelo menos alguém viu isso. Aliás... Esse tipo de comentário após um jogo ruim não lembra as entrevistas de um certo técnico que passou recentemente por aqui? Profe disse uma coisa que me deixou meio com a pulga atrás da orelha. Questionado sobre a falta de finalizações, saiu com “é uma coisa que só se encontra quando conseguirmos os resultados”. Pro povo mais “véio”... Não fica parecendo uma questão meio Tostines? A gente vai voltar a finalizar mais quando começar a ganhar ou vai começar a ganhar quando voltar a finalizar?

De positivo mesmo só a atuação do Diego Alves, que pegou pênalti usando de todos os recursos possíveis. Catimbou, avançou 500 metros antes da cobrança e PULOU para o lado direito. Fora isso ainda fez excelente defesa em outro lance. Claro que esses momentos deixaram em todos nós aquele sentimento do “e se...”, pensando se nosso destino na decisão não teria sido diferente com ele em campo. Mas o que se foi infelizmente já se foi. Seeeeeegueeee o jogo...

Agora estamos distantes do G4 por 4 pontos. Na próxima rodada rola um cruzamento entre os clubes que estão na nossa frente (Grêmio x Cruzeiro). Os demais não têm confrontos dos mais difíceis, mas como disse no texto de ontem, os resultados SEMPRE vêm ajudando rodada após rodada. Mesmo quando não tinha tanta gente na nossa frente.

Dez dias para o Rueda treinar esse povo e para os mesmos botarem a cabeça no lugar e entender a Fundamental Importância de conseguir ficar entre os quatro primeiros e garantir vaga já na fase de grupos da Libertadores 2018. Motivos? Tudo que a gente não precisa, dada a Nutellice Explícita dos nossos atletas, é começar o ano com a pressão dos jogos mata-mata de pré-Libertadores. Uma queda nesse momento iria servir de bengala emocional e talvez comprometer o restante da temporada ainda em janeiro ou fevereiro.

O outro motivo é que... Bem... Vou falar... Sinceramente? Não imagino que em tão pouco tempo, falando da Sul-Americana, essa equipe passe por alguma forma de mudança de atitude para, por exemplo, fazer bons jogos fora em fases seguintes contra alguns dos ainda envolvidos na disputa. Ontem não soubemos bater a Ponte no Moisés Lucarelli. Já imaginaram uma Final contra o Racing com o segundo jogo na casa deles?

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.

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