Por que não acreditamos em nós mesmos contra o Flamengo?

Abel achou que o Flamengo viria para cima e que iria encontrar espaços para os contragolpes. Não foi o que aconteceu.

Lucas Paquetá em Fluminense x Flamengo - FOTO NELSON PEREZ
O TRICOLOR: Marcelo Savioli

Amigos, amigas, o Fluminense massacrou técnica e taticamente o Avaí e o São Paulo no Maracanã, jogando no 4-1-4-1, num modelo de jogo parecido com o do início do ano, se não igual.

O São Paulo, que foi massacrado pelo Fluminense, venceu o Flamengo por 2 a 0 no último fim de semana.

O que podemos entender disso?

Se atuássemos contra o Flamengo da mesma forma como atuamos contra Avaí e São Paulo, teríamos grandes chances de obter uma vitória consagradora.

Só que desde o início do ano, inclusive na final da Taça Guanabara, que ganhamos nos pênaltis, o Fluminense joga contra o Flamengo como se estivesse enfrentando o Godzilla, com um respeito excessivo, que nunca vi nos meus quase quinhentos anos de Maracanã.

Acostumei-me a ver o Fluminense cheio de moleques partindo para cima do que dizem ser o melhor Flamengo da história, no final da década de 70 e início dos anos 80, vencendo, empatando e perdendo.

Eu entendo perfeitamente a opção de Abel por Orejuela, buscando dar mais proteção à zaga, já que os volantes rubro-negros chegam muito e os meias abertos fazem a diagonal para dentro, mas observando o jogo, a imagem que fica é de que abrimos mão de quantidade na frente, que tínhamos com Douglas e tivemos com Wendel contra o Avaí, se não me engano.

Dourado passou quase o primeiro tempo todo dando trombadas nos zagueiros, Scarpa recuando para criar coisa nenhuma e o nosso meio de campo tocando bola para os lados e para trás, sem poder de penatração, numa posse de bola defensiva totalmente sem propósito, já que precisávamos vencer.

Muito melhor o Fluminense no segundo tempo, já em desvantagem no placar, quando os laterais avançaram. Pelo menos isso, dando amplitude ao jogo, algo que poderiam fazer mesmo que tivéssemos somente um volante protegendo a zaga.

O que eu sei é que o Fluminense é melhor quando é ofensivo, ousado, impõe o jogo. Não temos características para fazer diferente. É deixar o Richard ( como o sujeito está jogando bola ) protegendo a zaga e abrir uma linha de quatro com os dois laterais saindo junto com Douglas, ou Wendel, e Sornoza. Deixar Wendel no banco no jogo de hoje só
mostrou um excesso de cuidado defensivo que não deu em nada.

Abel achou que o Flamengo viria para cima e que iria encontrar espaços para os contragolpes. Não foi o que aconteceu. Talvez ele não tenha estudado suficientemente o técnico do Flamengo, que é pragmático, não solta os laterais e não desmonta fácil suas linhas defensivas. Por isso o primeiro tempo foi deles. O Fluminense atacando com pouca gente um time que defendia com muitas peças.

Eu acho que o nosso dilema é muito simples de resolver. Joga no 4-1-4-1 em todas as partidas, ajusta o esquema aos adversários e vamos para cima de todo mundo. Não sou eu que estou dizendo, são os fatos. Se a gente consegue correr mais riscos quando nos preocupamos em defender do que quando nos preocupamos mais em atacar e somos letais jogando ofensivamente, é uma equação resolvida.

Dá para reverter isso, mas vamos precisar de ousadia. No próximo jogo é para marcar a saída de bola, encostar o Douglas no Sornoza, colocar Scarpa e Wellington flutuando por trás do Dourado, adiantar os laterais e a gente tem ótimas chances de chegar à semifinal da Sul-Americana.

Agora, pelo amor de Deus, temos que parar de tratar o Flamengo como se fosse o Godzilla. Nós temos time para encarar qualquer um. Se pegar o balanço do jogo, criamos mais oportunidades. O Fluminense precisa acreditar no Fluminense, no time, na camisa, na mística e, quando tudo falhar, na boa vontade dos Deuses, que se manifesta quando pensamos e jogamos como Fluminense.

Saudações Tricolores!


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