Presidente cita Flamengo de exemplo para Ponte se livrar de queda

Ele também usou os exemplos de Fluminense, Grêmio, Flamengo, Goiás e até a própria Ponte Preta.

Foto: Divulgação
FUTEBOL INTERIOR: O dia amanheceu nublado em Campinas. Não só pelo tempo abafado, que trouxe a chuva para o interior do estado de São Paulo, mas porque a Ponte Preta está mais do que nunca ameaçada na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A derrota em casa para o Avaí, por 2 a 1 no estádio Moisés Lucarelli, destruiu os sonhos do torcedor, que via no confronto direto uma oportunidade de respirar mais aliviado ao final da 30ª rodada.

Na manhã desta segunda-feira o presidente Vanderlei Pereira publicou uma carta aberta para a imprensa e os torcedores, pedindo o apoio incondicional das arquibancadas. “Como presidente da Ponte, não me orgulho da situação em que estamos, mas me orgulho da força que temos: eu acredito na Ponte Preta e convido você a acreditar comigo”, disse o cartola, sincero com o momento que o clube atravessa na competição.

Ele também usou os exemplos de Fluminense, Grêmio, Flamengo, Goiás e até a própria Ponte Preta, que lutou contra as probabilidades do rebaixamento até as últimas rodadas, na época comandada por Abel Braga, e conseguiu escapar mesmo contra todas as expectativas. Nos dois maiores públicos do clube na competição, contra Flamengo e Santos, o time conseguiu arrancar uma vitória e um empate, resultados importantes para manter o time na briga.

É esse empenho, essa entrega que o presidente pede ao torcedor. No próximo domingo, às 17 horas, a Ponte Preta recebe o Corinthians no estádio Moisés Lucarelli. O jogo é muito mais do que um confronto da 31ª rodada. O reencontro entre os finalistas do Campeonato Paulista marca os erros e os acertos de duas realidades completamente diferentes. Ao time de Campinas resta apenas vencer e torcer contra os rivais no Z4.

CONFIRA A NOTA OFICIAL DO PRESIDENTE:

“Torcedor pontepretano, este texto que escrevo agora é dirigido a você e aos nossos jogadores. Não é um texto de desculpas ou justificativas, não é um texto de promessas. É uma declaração de amor e fé ao time pelo qual torço desde que me conheço por gente, ao time que me fazia cabular aula na faculdade para vê-lo em campo, à instituição que luta anualmente contra todas as forças para manter-se viva e na elite do futebol, aos amigos e aos não-amigos que como eu esperam há anos pelo título que ainda não chegou: EU ACREDITO NA PONTE PRETA.

Após a derrota para o Avaí neste domingo, eu (assim como nossos jogadores, nosso técnico e, tenho certeza, a maioria dos torcedores) não preguei o olho a noite inteira, passei a noite em claro pensando apenas que perdemos um jogo chave, que as coisas agora ficaram muito difíceis. Mas não ficaram impossíveis e por isso mesmo a hora agora é de acreditar, é de buscar forças, é de união em torno de mais do que um time: de um ideal.

Sejamos realistas: matematicamente, as chances de rebaixamento aumentaram. Segundo o InfoBola atingiram a casa dos 70%. Mas quando, nos quase 120 anos de história da Ponte, as chances estiveram a nosso favor? É difícil, sempre é, mas dá para reverter e a realidade também mostra isso. O Fluminense fez isso em 2009. Em 29 de outubro daquele ano, há quase exatos oito anos, o time carioca entrou em campo – no Maracanã vazio e embaixo de chuva – contra o Atlético-MG (que assim como nosso próximo adversário, o Corinthians, era candidato ao título e lutava por ele). Os matemáticos calculavam as chances de queda do Fluminense em não 70, mas 99%.

Pois o Fluminense venceu por dois a um e iniciou ali uma série de seis vitórias e um empate, e somou 46 pontos em 38 rodadas, sendo 19 nos últimos sete jogos, permaneceu na série A e ainda foi campeão no ano seguinte. E antes que alguém seja atacado pelo pessimismo, não se trata de caso isolado, ainda que seja o mais emblemático. Há vários outros casos registrados, como o Goiás em 2005, o Flamengo também em 2009, o Grêmio em 2010... e nós mesmos somos um grande exemplo, com Abel Braga, em 2003!

Sim, hoje temos nossas limitações, mas as dificuldades que enfrentamos não podem nos impedir de manter nosso rumo e de nos empenharmos cada vez mais: se por um lado não estamos apresentando nosso melhor futebol, por outro podemos, queremos e vamos fazer melhor. Diretoria, jogadores e torcedores trabalhando muito e trabalhando juntos e cada vez mais unidos e presentes no Majestoso. Vencemos o Flamengo com mais de 11 mil torcedores apoiando o time. Contra o Santos não desistimos e com a força de mais de 14 mil conquistamos um ponto necessário.

Agora, quando todos os pontos são necessários, precisamos lotar o Majestoso em todos os jogos e dar nossa força ao time. Faltam oito partidas e juntos podemos sair desta. Como presidente da Ponte, não me orgulho da situação em que estamos, mas me orgulho da força que temos. Eu acredito e convido – ou melhor, convoco – você a acreditar comigo.”


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