"Que título o Rio conquistou nos últimos anos?", diz dirigente mineiro

Na visão do dirigente, ele está assumindo uma entidade que comanda um estado com clubes fortes, que não estão abaixo edo eixo Rio-São Paulo:

Foto: Divulgação
DE PRIMA: Secretário-geral da Federação Mineira, Adriano Aro foi eleito por aclamação para presidir a entidade. Irmão de Marcelo Aro, diretor da CBF e deputado federal, Adriano expõe em entrevista à De Prima pontos de vista sobre papel das Federações e a relação entre política e futebol.

Na visão do dirigente, ele está assumindo uma entidade que comanda um estado com clubes fortes, que não estão abaixo em importância do famigerado eixo Rio-São Paulo:

– Acredito que Minas já quebrou a antiga hegemonia Rio-São Paulo.

O que planeja para a gestão da Federação Mineira a partir de junho de 2018, que é quando você assume a presidência?
Iniciamos um projeto de modernização e fortalecimento do Futebol Mineiro em 2014, com o presidente Castellar Neto. O trabalho rendeu bons frutos. Agora, a meta é manter as conquistas realizadas e investir no desenvolvimento da infraestrutura e gestão do futebol. Acredito que conseguiremos valorizar os campeonatos profissionais e amadores, gerando aumento de recursos para os clubes e melhoria técnica das competições. A eleição por candidato único? Penso que é um reflexo natural do trabalho iniciado. Fizemos muito pelo futebol profissional e amador.

Qual o papel das Federações hoje em dia? Como a Federação pode se encaixar no contexto de modernização do futebol?
A Federação é responsável pela organização e supervisão de centenas de campeonatos no Estado. No último ano, foram 654 torneios realizados em Minas Gerais, entre profissionais e amadores, em suas várias divisões. Isso corresponde a um universo de mais de 89.913 atletas e 634 clubes. A entidade auxilia na parte técnica, operacional, gerencial, jurídica e promove a interlocução com os órgãos públicos.

Na esfera de “grandeza” do futebol brasileiro, o futebol mineiro é colocado logo abaixo de Rio e São Paulo. Concorda que há essa diferença em relação aos clubes?
Discordo. Nos últimos cinco anos, ganhamos uma Libertadores, uma Recopa, dois Brasileiros e duas Copas do Brasil. Além disso, estivemos na briga por todos os títulos de expressão. Acredito que Minas já quebrou a antiga hegemonia “Rio-São Paulo”. Afinal, o que o Rio ganhou nos últimos anos?

Defende Estaduais mais enxutos ou que tenham espaço no calendário?
Mais enxutos, pelos custos envolvidos nos torneios e pela sobrecarga de partidas ao longo do ano.

E como enxerga os regionais? Acha que a Primeira Liga é uma boa ideia ou não?
A realização dos regionais, no atual formato, prejudica as equipes do interior, muitas vezes excluídas dessas competições. Quem perde é o próprio futebol, vez que vários atletas permanecem à margem dos torneios.

Compartilha a visão do PHS (partido do seu irmão, o deputado federal Marcelo Aro) e da CBF sobre Profut e exigência de CND?
Juridicamente, a solução legal encontrada me parece inconstitucional. O poder público não pode interferir na autonomia de organização das competições esportivas, instituindo rebaixamento por dívidas fiscais. Do ponto de vista gerencial, acho que devemos encontrar uma forma de implantar uma gestão mais responsável, que implique no recolhimento pontual de todas as obrigações do clube, não apenas as fiscais.

Por que o Castellar não quis continuar no comando da Federação? Vai ser mesmo candidato a deputado estadual?
Castellar continua. Ele é o vice-presidente da nossa chapa e representante do Brasil em comissões na Fifa (até 2021). Desconheço se possui pretensões políticas, nunca me confidenciou isso.

Está preparado para que o Atlético-MG eventualmente reclame de preferência da Federação pelo Cruzeiro ou vice-versa? Em estado com dois times fortes e que polarizam, como lidar com esse “perigo”?
Futebol é uma paixão nacional, envolve uma forte carga de emoção. A rivalidade entre as equipes é algo natural, que eu encaro com muita tranquilidade. O importante é servir todas as equipes de maneira imparcial, buscando sempre o melhor para o futebol.

Pela sua relação familiar, com parentes já tendo comandado a Federação e seu irmão ser deputado, há críticas a esse ambiente político no futebol. Como rebate isso? Tem como separar a política da bola?
Em Minas Gerais não há interferência da política no futebol. Muitas críticas infundadas são produzidas com base em fatos e premissas erradas. O que nos resta a fazer é lutar para que essas questões sejam esclarecidas, na via adequada, e manter o foco em realizar um bom trabalho em prol do futebol.

E em relação à CBF? O que imagina de relação com a entidade e como a CBF pode contribuir com a FMF?
A CBF tem contribuído bastante para o desenvolvimento do nosso futebol. Nos últimos anos, investiu nas Séries B, C e D do Brasileiro, fomentando as competições de acesso à elite do Futebol. Além disso, foram promovidos campeonatos nacionais de base, permitindo a revelação de novos talentos. Paralelamente, a entidade investiu na formação dos dirigentes, promovendo cursos de capacitação técnica.


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