Réver diz que Flamengo corrigiu ansiedade: "Não pode nos atrapalhar"

Autor dos dois primeiros gols, o camisa 15 foi sincero ao comentar que a atuação coletiva não foi um primor. Para ele, faltou tranquilidade.

Réver e Diego vibrando com gol do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GLOBO ESPORTE: Não só Diego, mas todo o Flamengo se redimiu. Voltou a fazer de mais dois gols num só jogo após cinco partidas marcando apenas um ou nenhum em cada - Avaí (1x1), Cruzeiro (0x0), Ponte Preta (0x1), Fluminense (1x1) e Chapecoense (1x0). O último triunfo superior à vantagem mínima foi construído nos 4 a 0 sobre a Chape, em 20 de setembro, pela Sul-Americana.

A média da equipe de gols por jogo depois da chegada do técnico Reinaldo Rueda, inclusive, é ruim: 1,25. Antes dos 4 a 1 sobre o Bahia, era de 1,06 (16 gols em 15 jogos). O próprio treinador explicou que o principal objetivo inicial tratava-se de corrigir a defesa para dar equilíbrio ao time.

Injeção de ânimo e volta das vitórias no Rio

A goleada deixa o Flamengo mais perto da zona de classificação direta à fase de grupos da Libertadores, sem precisar disputar as duas primeiras fases - está a quatro pontos do Santos, quarto colocado, com 50. Rueda falou, durante a semana, que a meta rubro-negra é vencer os 10 últimos jogos do Campeonato Brasileiro para ir à competição sul-americana.

Embora não seja um número elevado, o Fla não vencia diante de sua torcida há um mês. O último triunfo no Rio havia ocorrido em 20 de setembro - 4 a 0 sobre a Chape. Depois disso, empatou com Avaí e Fluminense, ambos por 1 a 1, e quebrou a sequência nesta quinta, com goleada sobre o Bahia.

Autocrítica do outro destaque

Outra figura decisiva da goleada rubro-negra foi Réver. Autor dos dois primeiros gols, o camisa 15 foi sincero ao comentar que a atuação coletiva não foi um primor. Para ele, faltou tranquilidade.

- Tem que falar (dos erros). O resultado de repente pode esconder muitos erros. Um primeiro tempo onde sofremos muito principalmente devido à nossa ansiedade de querer definir a partida de qualquer maneira. Hoje encontramos uma equipe muito bem organizada. O torcedor fez seu papel, iniciou torcendo, nos apoiando. Depois a equipe não conseguiu construir as jogadas de gols, e acredito que não finalizamos tanto no primeiro tempo. O torcedor leva para o outro lado, e isso acabou gerando ansiedade enorme na nossa equipe, o que nos atrapalhou.

O capitão do Flamengo afirmou que a conversa do intervalo foi em cima da postura do time.

- Nossa equipe voltou melhor, mais tranquila, trabalhando a bola, girando, buscando espaço, e conseguimos fazer os gols. Em cima da ansiedade foi a mudança de postura. Não podemos ter jogadores experientes e apresentar essa ansiedade. Queremos ganhar, mas não é de qualquer maneira. A gente trabalha firme, com estratégias durante a semana para chegar no jogo e saber o que fazer. Não podemos deixar isso nos atrapalhar.


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