Ricardo Lomba esmiúça o Futebol do Flamengo

Assumiu compromisso de “se meter” no processo para sugerir, opinar, criticar, pois para ele “estádio tem que estar cheio”.

Ricardo Lomba, Vice Presidente de Futebol do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
FLA MAIS: Membros do FLA+ foram recebidos na noite de quarta-feira (24/10/17), na sala Moreira Leite na Gávea, pelo Vice Presidente de Futebol do Flamengo, Ricardo Lomba.

O vice presidente que, vale ressaltar, assumiu o cargo há apenas 20 dias, foi extremamente solícito e se mostrou aberto a críticas e sugestões.

Lomba se desculpou, pois muitos dos questionamentos foram respondidos abaixo do esperado, mas tal fato se deu pelo curto período em que ocupa a pasta. Contudo, o VP pôde esclarecer muitos pontos.

Indagado sobre como é a estrutura do futebol do Flamengo e se há mudanças a curtíssimo prazo a implementar, Lomba respondeu que não tem o perfil de “chegar como um furacão”, impondo mudanças sem um planejamento.

No seu entender, a estrutura é muito boa mas requer alguns ajustes. No momento, Lomba ainda está conhecendo um pouco dessa estrutura e optando por conversar com todos os profissionais técnicos da área para depois implementar as mudanças estruturais (médio prazo).

A curto prazo, a única medida efetivamente implementada é a luta por uma mudança na postura dos profissionais do futebol. Um trabalho de mudança cultural que faça com que todos enxerguem a importância dos cargos que ocupam, que se indignem mais quando haja um mal desempenho, entre outras situações.

Sobre mudanças na Gerência de Base, Lomba se mostrou empenhado em buscar a melhor metodologia para contratação e dispensa de jovens talentos, sempre buscando a observação não só de aspectos físicos (médicos, táticos, habilidades) mas também os psicológicos (personalidade, estabilidade emocional, etc), exaltando o trabalho do departamento de psicologia do Flamengo e afirmando que pretende ampliá-lo dada a importância que confere ao setor.

Sobre a estrutura em si, apresentou o organograma do futebol que o mostra abaixo apenas do Presidente e acima do CEO, afirmando sua autonomia para gerir a pasta (contratar, demitir e corrigir), contudo, sempre deixando claro que todas as mudanças devem ser precedidas de análise dos profissionais técnicos de cada departamento (Gerência de Base, Gerência Profissional, Gerência de Saúde e Performance e Gerência de Inteligência).

Alertado sobre a preocupação dos membros do FLA+ com a potencial redução de receitas em 2018, que poderia implicar em uma redução de investimentos no futebol, Lomba se mostrou consciente de que não é todo ano que se vende um Vinicius Junior, e afirmou que o orçamento e planejamento 2018 já começou e que já houve uma primeira reunião da diretoria para tratar o assunto.

Segundo Lomba, a solução mais pragmática é manter a espinha dorsal do atual time, que no seu entender é muito boa, e substituir peças num “vai e vem” com o mercado de forma que saídas e entradas de peças se compensem.

Em momento descontraído riu quando foi comentado que o novo e badalado treinador Rueda não terá a mesma oportunidade de elevados investimentos que seu antecessor Zé Ricardo teve para montar um time com a sua cara, tendo que “roer o osso” enquanto o antecessor “comeu o filet”.

Afirmou ainda que é possível haver uma redução do tamanho da folha para 2018, não prejudicando o desempenho.

Disse ainda não entender o preconceito de algumas pessoas na realização de uma pré-temporada no Ninho do Urubu (sem a necessidade de viajar para tal), uma vez que o Ninho possui uma estrutura mais do que adequada para o Flamengo.

Sobre aproveitamento de atletas da base, o mesmo se mostrou curioso em saber porque o treinador anterior, vindo da base, não aproveitou tanto os talentos. Se mostrou um entusiasta do aproveitamento de atletas formados, mas consciente do paradoxo: necessidade de aproveitar revelações x necessidade de contratar grandes craques renomados e, que este paradoxo deve ser tratado com cautela, buscando o melhor aproveitamento. Afirmou que confia em Biassoto (Gerência de inteligência) para auxiliar neste trabalho.

Sobre precificação de ingressos, respondeu que a definição do preço dos ingressos não passa pelo futebol. A definição dos valores é decidida pelo Marketing em conjunto com o Financeiro, contudo reconheceu a importância de “casa cheia” para o desempenho do futebol e garantiu que não vai se negar a questionar e lutar por preços que garantam casa cheia. Assumiu compromisso de “se meter” no processo para sugerir, opinar, criticar, pois para ele “estádio tem que estar cheio”.

Contudo, lembrou que o preço do ingresso não é o único fator para tal. Que o desempenho, posição na tabela, luta por títulos, atuações são fatores determinantes para encher estádio, independente do preço do ingresso.

Lomba deu a entender que vai “fazer a sua parte” e não vai se omitir.

A reunião terminou e Lomba permaneceu na sala respondendo perguntas dos presentes, pedindo sugestões que foram pontualmente apresentadas e debatendo demais assuntos.


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