Seleção sub-17 tem joias de até R$ 185 milhões

Quando fechou a lista de convocados para o Mundial, o técnico Carlos Amadeu incluiu o atacante Vinicius Junior, também do Flamengo.

Foto: Divulgação
GLOBO ESPORTE: Bem-sucedida nas primeira fase do Mundial da Índia, a seleção brasileira sub-17 desperta cada vez mais a cobiça no mercado. Mas os clubes que se interessarem pelas promessas da base nacional precisarão gastar dinheiro de gente grande, quantia que pode chegar a R$ 185 milhões, valor da multa rescisória de Brenner, do São Paulo, o mais caro entre alguns dos principais atletas da equipe que tiveram o valor de multa rescisória apurada pela reportagem.

O Brasil enfrenta Honduras nesta quarta-feira, às 12h30 (de Brasília), pelas oitavas de final, com transmissão ao vivo do SporTV e Tempo Real com vídeos no GloboEsporte.com

O diário "AS", da Espanha, publicou nesta terça-feira que o Barcelona está de olho no jovem Lincoln, do Flamengo. O atacante de 16 anos é o artilheiro da seleção sub-17 até aqui, com três gols em três jogos no Mundial da Índia. De acordo com a publicação, a equipe da Catalunha realizou as primeiras sondagens para contar com o jogador. O preço de Lincoln? A equipe carioca teria estipulado o valor de 30 milhões de euros (R$ 111,6 milhões na atual cotação) como suficiente para liberá-lo. Ou seja, a multa rescisória.

Quando fechou a lista de convocados para o Mundial, o técnico Carlos Amadeu incluiu o atacante Vinicius Junior, também do Flamengo. Considerado o melhor jogador do mundo da categoria, na última hora Vinicius não foi liberado pelo Rubro-Negro. Ele seria o jogador mais caro da seleção brasileira sub-17. Em maio, foi vendido ao Real Madrid por 45 milhões de euros (cerca de R$ 164 milhões).

- Chamou a atenção a venda do Vinicius. Acho que foi bom para ele e para todos, porque parece que abriu um leque para essa nova geração que está surgindo. Se ele tiver cabeça, vai aproveitar muito bem. Como essa visibilidade que tem o Mundial pode dar para a gente também - disse o atacante Paulinho.

As cifras de outros jogadores impressionam, já que a maioria dos 21 convocados sequer faz parte da equipe principal dos seus clubes. Paulinho, do Vasco, e Brenner, do São Paulo, estão entre as exceções. Os atacantes trabalham nos times de profissionais, e o valor de mercado deles também subiu. Pouco antes de se apresentar ao técnico Carlos Amadeu, Brenner renovou o contrato com o São Paulo. O novo vínculo tem duração de cinco anos e vai até setembro de 2022. A multa rescisória agora é de R$ 100 milhões para clubes brasileiros e 50 milhões de euros (cerca de R$ 185 milhões) para times do exterior - maior quantia entre os convocados e que superaria até mesmo o preço que o Real Madrid pagou por Vinicius Junior.

No início do ano, logo após se destacar na conquista do Sul-Americano sub-17, Paulinho renovou seu contrato com o Vasco até janeiro de 2020. Este foi o prazo máximo que o clube pôde colocar, pois atletas de até 17 anos só podem assinar vínculos até por três anos. Em julho, após fazer dois gols sobre o Atlético-MG, o camisa 7 do Brasil tornou-se o primeiro jogador nascido neste milênio a fazer gol no Campeonato Brasileiro. O GloboEsporte.com apurou que a multa rescisória dele é de 30 milhões de euros (R$ 111 milhões na cotação atual). O Vasco preferiu não comentar a informação.

Em São Paulo, outras três joias valiosas

Dois jogadores do Palmeiras são titulares do Brasil sub-17. Na zaga, Vitão. No meio, Alanzinho. E eles também estão na lista dos mais valiosos da equipe. Alto e com personalidade de comandante, Vitão é um dos destaques da base palmeirense e da seleção brasileira. No Verdão, ele já até chegou a atuar na equipe principal e entrou na lista da Libertadores da América deste ano. O contrato do zagueiro com o clube foi renovado até maio de 2020. O jogador tem 60% dos direitos vinculados ao Verdão – os outros 40% pertencem a terceiros. A multa para tirá-lo do clube é de R$ 50 milhões.

O valor é o mesmo estabelecido pelo Palmeiras por Alanzinho, que também tem contrato até maio de 2020. A diferença é que no caso do camisa 10 da seleção sub-17 o Verdão é dono de 100% dos direitos econômicos.

Vitinho já foi titular da seleção brasileira sub-17 e quase sempre é a primeira opção do técnico Carlos Amadeu no segundo tempo. O meia-atacante de 17 anos é tratado como uma das principais promessas do Corinthians para os próximos anos. Embora tenha sido campeão da Copa São Paulo de Juniores em janeiro, ele era apenas o caçula da equipe e não foi um dos protagonistas da conquista, como se habituou em outras categorias. Vitinho passa por um trabalho de fortalecimento muscular no seu clube e já ganhou cinco quilos de massa magra. O valor dele também encorpou. Se alguém quiser tirá-lo do Timão, precisará desembolsar cerca de R$ 74 milhões.

Cifras elevadas também em Minas e no Sul

Na seleção sub-17, os nomes mais badalados são Lincoln e Paulinho, os atacantes. Mas há espaço, e muito, para os defensores. Pupilo do goleiro Fábio, do Cruzeiro, Gabriel Brazão tem feito ótimas partidas no Mundial da Índia. É tratado com muito cuidado pela direção cruzeirense, que enxerga nele potencial para suceder Fábio dentro de alguns anos.

Brazão tem um valor para negociação para o exterior e outra para o mercado nacional. Para clubes de fora, o preço está estabelecido em 45 milhões de euros (R$ 167 milhões). Para clubes brasileiros, R$ 5 milhões.

No meio campo do Brasil, o volante Victor Bobsin é outro que se destaca. É jogador de confiança do técnico Carlos Amadeu. O camisa 5 tem contrato com o Grêmio até março de 2019 e vale R$ 74 milhões de reais.

- Acho que a projeção deles está acontecendo, estão conquistando espaço. São jogadores de apenas 17 anos. No caso do Lincoln, um jogador de apenas 16 anos, vai completar 17 agora em dezembro. Já estão em categorias acima, o Paulinho já tem atuado na equipe principal no clube dele (Vasco), o Brenner já teve a oportunidade de atuar (no São Paulo), o Lincoln atua na equipe sub-20 (do Flamengo), mas quando veio para cá já estava treinando na equipe profissional. Então, as perspectivas, se continuarem trabalhando como estão focados, não tenho dúvida de que o futuro será muito positivo - analisou o técnico Carlos Amadeu.

Brasil e Honduras se enfrentam nesta quarta-feira pelas oitavas de final. Se passar, a seleção vai enfrentar a Alemanha no próximo domingo, em Calcutá.


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