Sem tempo no Flamengo, Rueda conhece pressão por 'ano mágico'

Se Zé deixou o legado da eliminação na Libertadores, Rueda está marcado pelas quedas na Primeira Liga e Copa do Brasil.

Reinaldo Rueda, técnico do Flamengo - Foto: Alexandre Schneider/Getty Images
EXTRA GLOBO: Ao decidir interromper um trabalho e trocar de treinador no meio da temporada, o Flamengo priorizou a qualificação de seu futebol em detrimento dos resultados, de olho em 2018. Até porque em 50 dias no clube, o técnico Reinaldo Rueda ainda não conseguiu ter todas as peças e ferramentas à disposição para entregar melhor desempenho do elenco nas competições em disputa.

Sem Libertadores, Primeira Liga e Copa do Brasil, a honra está no título da Sul-Americana e no G-4 do Brasileiro para voltar à principal competição internacional. Em todos os torneios, no entanto, houve obstáculos relacionados a calendário, como inscrição de atletas, convocações e pouco tempo de treinamento.

Talvez por isso, com apenas 13 jogos, Rueda já tenha aproveitamento menor do que Zé Ricardo. São cinco vitórias, seis empates e duas derrotas do colombinano, com 53,8% dos pontos. O antecessor deixou o clube com um aproveitamento de 63,7%. Foram 48 vitórias, 25 empates e 16 derrotas em mais de um ano. Se Zé deixou o legado da eliminação na Libertadores, Rueda está marcado pelas quedas na Primeira Liga e Copa do Brasil.

Os problemas, é verdade, são muitos. Na Copa do Brasil, o treinador não contou com os reforços da janela de transferências européias, especialmente Diego Alves e Everton Ribeiro. Em alguns jogos do Brasileiro, como na derrota para a Ponte Preta, sofreu com desfalques de Guerrero e Trauco, na seleção do Peru. E não os terá durante os primeiros dias livres de treinamento a partir de hoje, de olho no clássico com o Fluminense dia 12.

Sem tempo para dar a sua cara ao Flamengo, Rueda adotou estratégia de fechar o time. Mas na construção de jogadas, nenhuma solução surtiu efeito. Como com Zé Ricardo, o Flamengo cria, mantém a bola e não finaliza a gol. O treinador não esconde a frustração e pede que o time trabalhe melhor.

— Temos grandes nomes, jogadores com muita experiência. Cabe a nós assumirmos essa responsabilidade. Lamentavelmente, não estamos conseguindo os resultados de acordo com nossas expectativas. Essa será uma pausa que pode vir tanto para o bem quanto para o mal. Esperamos que esse clássico seja positivo para nós — projetou o treinador.

Depois de encarar o Fluminense no Brasileiro, vem o duelo decisivo na Sul-Americana, no fim do mês. Até lá, o Flamengo encara Chapecoense, Bahia e São Paulo em outubro. É a reta final e decisiva de um ano em que se pretendia brigar por todos os títulos.


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