Sem Zé Ricardo mas com Rueda, Flamengo seria o 4º do Brasileiro

Nos 57 pontos disputados pelo Flamengo, Zé somou 29 em todo o primeiro turno - 50,8%.

Reinaldo Rueda, técnico do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
GLOBO ESPORTE: A demissão de Zé Ricardo e a chegada de Reinaldo Rueda representou uma vitória para parte da torcida rubro-negra que pedia a saída do atual treinador do Vasco há seguidas rodadas no fim do primeiro turno do Brasileiro. A pressão interrompeu a passagem de mais de um ano de Zé pelo Flamengo.

Hoje, com Rueda, o Rubro-Negro apresenta evoluções nítidas, como na defesa. Mas segue com as dificuldades do ex-treinador do Flamengo na construção ofensiva e na regularidade em sequência de partidas.

O aproveitamento de Rueda em 10 jogos no Brasileiro é superior ao de Zé, que ficou no Flamengo durante as 19 partidas no primeiro turno. Rueda conquistou 56% dos pontos - 17 em 30 disputados. O que significaria, hoje, ser o quarto colocado no Brasileiro. O Grêmio, em quarto, tem aproveitamento um pouco inferior (55,6%).

Nos 57 pontos disputados pelo Flamengo, Zé somou 29 em todo o primeiro turno - 50,8%. Em São Januário, porém, o desempenho do ex-técnico do Flamengo neste retorno ao Vasco é de vice-líder da competição, com 62,5%, abaixo dos 65% do Corinthians. Em oito partidas, Zé conquistou 15 dos 24 pontos disputados.

Com Rueda, defesa volta a sofrer menos. Cruzamentos seguem em alta

Na melhor fase de Zé Ricardo no comando do Flamengo, a defesa rubro-negra, no Brasileiro do ano passado, sofria poucos gols e foi a menos vazada da competição. Mas a instabilidade do time reapareceu no primeiro turno do Brasileiro deste ano. Com Zé Ricardo, o Flamengo teve média de um gol sofrido por partida (19 em 19 jogos). Em seis partidas do primeiro turno o Flamengo não sofreu gols.

Com Rueda, nos 10 jogos em que comandou o Flamengo na competição principal do calendário brasileiro, a média é de 0,8 gol por jogo - oito vezes vazado nos 10 jogos até aqui. Em quatro compromissos não sofreu gol - 40% das partidas. Por outro lado, a média de gols a favor de Zé é ligeiramente superior ao de Rueda: 1,4 do atual vascaíno contra 1,3 do gringo rubro-negro.

Rueda reorganizou a defesa do Flamengo logo que chegou - acompanhou literalmente de camarote a derrota para o Atlético-MG por 2 a 0 e assumiu a equipe na partida seguinte, contra o Botafogo. Na estreia, comandos simples: zagueiros e laterais menos avançados para não abrir muito a equipe para um contra-ataque.

A média de passes certos por partida do Fla de Rueda é superior à do Fla de Zé Ricardo (415 x 390). Com o colombiano, o índice de passe errado por jogo é ligeiramente maior (36,9 x 36). Em número de finalizações, Zé leva vantagem, com 14,1 ante 13,9 do time de Rueda.

Uma das principais reclamações dos torcedores, o alto número de cruzamentos para a área não diminuiu na era Rueda em comparação a Zé Ricardo. Sob nova direção, o Fla de Rueda coloca em média 28,8 bolas na área por partida. Um pouco acima dos 28 cruzamentos dos tempos de Zé Ricardo pela Gávea.

O Fla mais cuidadoso de Rueda aparece na quantidade de vezes que o time do colombiano desarma por partida em média: 20,4. Com Zé, a média era um pouco menor (18,7). Em número de faltas cometidas, empate técnico: 15,9 faltas com Rueda e 15,8 com Zé.


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