Torcedores do Flamengo lotam igrejas no dia do rubro-negro

uitas pessoas foram ao local para agradecer pedidos alcançados. Outros para pedir.

Padre rezando missa no Flamengo - Foto: Divulgação
EXTRA: São Judas Tadeus, mediador das causas impossíveis, é um dos santos mais venerados da Igreja Católica. Neste sábado, data em que o apóstolo é celebrado pelos católicos romanos, a igreja localizada no bairro do Cosme Velho, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ficou lotada. Muitas pessoas foram ao local para agradecer pedidos alcançados. Outros para pedir.

— Passei por um grave acidente de carro e tive uma empresa falida. Dei a volta por cima por intercessão de São Judas Tadeu — conta o empresário Felipe Iung, de 32 anos, emocionado e segurando a imagem do santo: — Há sete anos venho andando da minha casa, no Flamengo, até a igreja. E volto a pé. Ele está comigo em todos os momentos.

Além de interceder por causas impossíveis, São Judas Tadeu, que foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo, segundo a crença católica, é o protetor do time de futebol Flamengo. Personagem conhecido entre os flamenguistas, Dona Zica, de 66 anos, seguiu um ritual que ela cumpre há anos, saindo de Olaria, na Zona Norte.

— Fui menina de rua e acabei sendo adotada pela família do Zico, o jogador. Em todos os momentos, São Judas Tadeu está ao meu lado e do meu time. Há um tempo, quando Flamengo quase desceu para a segunda divisão, confesso que briguei com ele (São Judas Tadeu). Mas fizemos as pazes. Não vivo sem ele — afirma ela, coberta de vermelho e preto.

Também flamenguista, Leandro da Paz, de 37 anos, saiu do Riachuelo, Zona Norte, e levou a família ao santuário. O contato com o santo deixou de ser somente pelo time e passou ser algo mais forte há dois anos, quando o filho mais novo, hoje com dois anos, nasceu com um grave problema de coração.

— Minha fé se transformou pelo meu filho. Hoje, Arthur — nome em homenagem ao Zico (Arthur Antunes Coimbra) —, está muito bem de saúde. Estamos aqui para agradecer e pedir para para o Rio. Está muito complicado viver aqui com essa violência.

De hora em hora, a igreja recebe centenas de fiéis, e as celebrações vão até às 21h deste sábado. No domingo, haverá uma procissão, às 17h. Assim como os demais, Alexsandra Maia, de 46 anos, saiu do Méier, na Zona Norte, para agradecer graças alcançadas.

— Minha filha teve um problema no pé, e eu no seio. Tudo foi resolvido por ajuda dele. Todos os anos estou aqui — diz ela, segurando um pé e um seio de cera, que será deixado no santuário.


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