3 a 0 para reanimar o Flamengo

COSME RIMOLI: O ataque que mais assustou o Flamengo na Ilha do Urubu, foi o soco, as cabeçadas e a ameaça de Rodholfo a seu companheiro Felipe Vizeu. Porque o Corinthians que foi ao Rio de Janeiro, acabou sendo uma caricatura do time heptacampeão. Além de toda festança e alívio, com a conquista do título brasileiro, na quarta-feira, Fábio Carille quis poupar os jogadores mais desgastados. E decepou qualquer chance de vitória, ao tirar seus laterais e seus meias.

O resultado impediu o Corinthians tentar igualar o recorde do Cruzeiro, em, 2013. De bater todos os 19 adversários do Brasileiro. O Flamengo foi o único que escapou na excelente campanha do time de Carille. Empatou em São Paulo e venceu no Rio.

Cássio, do Corinthians, tomando gol contra o Flamengo - Foto: Gilvan de Souza


O Flamengo precisou apenas de intensidade no primeiro tempo, quando fez 3 a 0. O resultado foi um grande alívio para Reinaldo Rueda. Seu time pulou para o sexto lugar no Brasileiro e ganha moral para a primeira partida da semifinal da Copa Sul-Americana, contra o Junior Barranquilla, no Maracanã, na quinta-feira.

A cada gol do time carioca, a torcida paulista gritava, "é campeão", "é campeão", "é campeão", uma provocação para o clube que investiu tanto em 2017 e, até agora, tem um ano decepcionante.

Ridícula foi a postura de Rodholfo e Rodrigo Vizeu. Se comportaram como meros garotos inconsequentes. Os dois discutiram sobre o posicionamento em um escanteio. O zagueiro perdeu a paciência e deu um soco nas costas do atacante. Depois se encararam, encostaram suas testas e trocaram pequenas cabeçadas. Quando marcou seu gol, a vingança absurda de Rodrigo Vizeu.

Ele levantou o dedo médio para Rodholfo e ainda o mandou tomar no ... e se ... "Eu vou quebrar esse moleque no vestiário", prometia o zagueiro. Pior do que a dupla irresponsável, só o omisso árbitro Wagner Reway do Mato Grosso. Ele deveria ter tido coragem de tomar uma atitude dura com os dois. No mínimo cartões amarelos. Mas ele preferiu o caminho mais fácil. Fingir que não viu. Por atitudes dessas que a arbitragem brasileira está cada vez com menos credibilidade.

"A gente deixou muito a desejar no primeiro tempo, entregamos três gols para eles, eles não criaram as jogadas. Tomamos uma bronca no intervalo e entramos mais ligados no segundo tempo. Espero que a gente possa fazer um grande jogo contra o Atlético Mineiro, no próximo domingo, diante da nossa torcida"", dizia Camacho.

Desta vez haverá ao menos um motivo para o time não ser misto e termais vontade. No próximo domingo será a entrega da taça ao heptacampeão brasileiro. Com direito a volta olímpica. 11 dias depois da conquista. Mais uma atitude estúpida, amadora, sem sentido da CBF, que não levou a taça na quarta-feira, diante do Fluminense. Era só combinar com os políticos que mandam em São Paulo e, por precaução, o metrô funcionar duas horas mais tarde. Mas aqui é o país da inércia, da preguiça, dos incompetentes.

A partida foi o que se poderia esperar. Um time queria, precisava da vitória. Atuava em casa. E estava pressionado. Precisava do resultado como impulso, trampolim do confronto pela semifinal da Copa Sul-Americana.

O outro, heptacampeão brasileiro com três rodadas de antecedência. Com desfalques fundamentais, seus dois meias e seus laterais. E com os jogadores sem a menor concentração, sem competitividade. O único desejo de todos era ajudar Jô a disparar na artilharia, para que, na primeira vez na história, o Corinthians tivesse o artilheiro da competição nacional.

Era o GPS, o Waze de uma vitória fácil do Flamengo.

E ela não demorou. Foi arquitetada, decidida no primeiro tempo.

O time de Rueda teve uma liberdade que não teria, caso o título não estivesse definido. O que foi ótimo para a equipe que entrou no gramado sob os gritos de 'vergonha, vergonha, vergonha', da própria torcida. Foi um tapa na cara de todos. O treinador tirou do time Everton Ribeiro. E colocou Geuvânio e Mancuello. A equipe carioca entrou marcando pressão, sufocando, disposta a decidir a partida nos primeiros minutos. Sabia que tinha diante de si, a caricatura do heptacampeão brasileiro. Um time saciado e com reservas, o que fez uma equipe desentrosada e sem interesse.

Um ponto vale a pena ser destacado. Marciel improvisado na lateral esquerda foi um desastre. Não marcou, não atacou. Só preocupou, atrapalhou os demais zagueiros corintianos.

O Flamengo pressionava como se enfrentasse uma equipe pequena. Foi criando e perdendo chances. Até que, aos 21 minutos, Mancuello invadiu a intermediária, passou por Camacho e Gabriel. E acertou o ângulo de Cássio. 1 a 0, Flamengo. O Corinthians seguiu sendo dominado. Até que Pablo fez pênalti infantil em Geuvânio. O derrubou sem pensar duas vezes, dentro da área. Diego cobrou no meio do gol e fez 2 a 0, aos 32 minutos.

Aos 44 minutos, houve a confusão absurda, digna de garotos de várzea entre Rodholfo e Vizeu. Um minuto depois, o atacante flamenguista aproveitou erro de Marquinhos Gabriel. Invadiu a área e fez 3 a 0. Daí, veio o dedo do meio em riste voltado para o zagueiro flamenguista, que havia acertado um soco e cabeçadas. Situação bizarra. E que o STJD precisará agir, diante da omissão do juiz.

No segundo tempo, o Corinthians voltou com uma postura um pouco mais interessada. Enquanto o Flamengo administrava o excelente resultado. Todos sabiam que a partida havia terminado no primeiro tempo.

3 a 0 para reanimar o Flamengo.

Enquanto para o Corinthians pouco importou a derrota.

Só quer saber de receber a taça na próxima semana.

E sair de férias.

Já é o heptacampeão do Brasil.

O jogo foi efeito colateral do junto campeonato por pontos corridos...

O Flamengo foi o único que escapou na excelente campanha do time de Carille. Empatou em São Paulo e venceu no Rio.



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