Análise: Motivos para vitória do Flamengo sobre o Corinthians

GLOBO ESPORTE: atmosfera na llha do Urubu, com pouco mais de 13 mil presentes, era um convite para a explosão de mais uma crise rubro-negra. O ônibus do time chegou no estádio "embalado" por pedidos de raça, com gritos de "time sem vergonha" e vaias para Pará e Rafael Vaz na escalação. Com fatores imponderáveis que só o futebol é capaz de aprontar, 45 minutos depois do apito inicial o Flamengo descia para o intervalo diante de pouco mais de 13 mil pessoas vencendo o campeão brasileiro e... brigando.

Sim, parece estranho, mas foi exatamente isso que se viu depois do terceiro e último gol do time, marcado por Felipe Vizeu, contra o Corinthians na vitória por 3 a 0 (veja os melhores momentos no vídeo acima). O jovem atacante xingou Rhodolfo, que foi contido para não partir para cima do companheiro de time. A briga se iniciou na cobrança de escanteio a favor do Corinthians. Antes, um lance raro - e de sorte - de Mancuello, a surpresa de Rueda, abriu o placar. De pênalti, Diego, em grande tarde, marcou o segundo.

Confira os destaques da vitória rubro-negra por 3 a 0 sobre o Corinthians na Ilha.

Felipe Vizeu, Cuéllar e Geuvânio em treino do Flamengo - Foto: Bruna Prado/Getty Images


Quem diria, hein, Mancu...

Sem atuar desde o dia 23 de setembro, quando atuou 65 minutos no empate por 1 a 1 contra o Avaí, Mancuello entrou na vaga de Éverton Ribeiro. Um lance de talento, sim, mas de sorte fez um chute que parecia despretensioso, exatamente no momento em que era pressionado, virar um golaço.

Cotado para deixar o Flamengo no fim da temporada - a depender de propostas -, o argentino, antes, errou um cruzamento, chutando a bola por trás do gol, e era mais um que sentia o nervosismo do barril de pólvora que era a Ilha do Urubu neste domingo.

Diego, enfim, bem

Há tempos devendo grande atuação com a camisa do Flamengo, o camisa 35, capitão do time desta vez, fez o seu décimo sétimo gol na temporada e foi muito bem na partida. Driblou, procurou (e encontrou) espaços na defesa fechada do Corinthians e cruzou pelo menos duas bolas na medida para seus atacantes.

O experiente meia foi importante ainda para controlar os ânimos dos companheiros, como no momento da briga de Vizeu e Rhodolfo, nas orientações e para acalmar o time, após início de muito nervosismo.

No fim, quase fez um golaço em grande jogada individual na área corintiana. Mas foi fominha. O garoto Lincoln, que fez sua estreia no time profissional aos 16 anos, estava melhor colocado.


Cuéllar manda prender e soltar

Em grande fase, Cuéllar, ao lado de Diego, foi o melhor do Flamengo. Desarmou, correu muito e inverteu jogadas com rapidez, chegando ao ataque e entrando na área algumas vezes. Ao tirar a bola de Fellipe Bastos e deixar Vizeu na cara do gol inflamou o torcedor, que já havia o aplaudido na escalação - um dos raros que não foi vaiado. Chamou a atenção ainda pela bronca que deu em Vizeu logo no início da partida.

Ilha de nervos

O clima antes de começar a partida era de apreensão. A pressão que se desenhava era semelhante à da derrota para o Vitória, na queda de Zé Ricardo. Se deixou os jogadores nervosos - e erros em lances simples de Pará, Mancuello e Geuvânio no princípio da partida dão bem esta tônica -, também serviu para deixá-los ligados.

Apesar da vitória tranquila, a tensão estava presente o tempo todo na Ilha. Um exemplo disso foi a briga entre Rhodolfo e Felipe Vizeu, que começou num escanteio, não terminou após o gol do jovem atacante - que apontou o dedo do meio para o zagueiro - e gerou verdadeira mobilização para evitar que a dupla chegasse às vias de fato.

Geuvânio, a teimosia premiada

Uma das contratações caras do segundo semestre, Geuvânio, sem dúvida, ainda tem muito a mostrar no Flamengo. Ainda não foi desta vez que apareceu bem. Errou quase tudo que tentou na partida, com chutes tortos e passes errados. Mas foi recompensado no lance do pênalti, ao partir para cima, driblar Pablo e ser derrubado na área. Ainda assim, levou algumas vaias ao sair de campo.

A braçadeira invisível do camisa 1

O camisa 35 Diego foi o sétimo capitão de Rueda no Flamengo. Antes, usaram a braçadeira Réver, Juan, Pará, Márcio Araújo, Éverton Ribeiro e Guerrero. Mas ninguém representa mais a postura de líder em campo do que o goleiro Diego Alves. Firme, chamou os jogadores para conversa antes da bola rolar. Na briga de Vizeu e Rhodolfo, segurou ora um, ora o outro, ate empurrando Vizeu para o vestiário.

Não bastasse a liderança em campo, ainda fez três grandes defesas. Uma em cabeçada de Jô, outra de Romero e, na segunda etapa, em chute rasteiro de Marquinhos Gabriel.

Há tempos devendo grande atuação com a camisa do Flamengo, o camisa 35, capitão do time desta vez, fez o seu décimo sétimo gol na temporada.



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