Após vexame, Flamengo mira reforços e Varejão volta a ser cogitado

O Rubro-Negro procurou praticamente todos os atletas de alto nível do mercado, inclusive Anderson Varejão, que está sem clube desde.

GLOBO ESPORTE: A vaga na decisão da Liga Sul-Americana não veio. Resta agora ao Flamengo o objetivo de reconquistar o Novo Basquete Brasil após perder a hegemonia na edição passada. A campanha abaixo do esperado na competição continental trará cobranças para a comissão técnica e jogadores. Quem garante é o vice-presidente de esportes olímpicos Alexandre Póvoa. Após a vitória do Rubro-Negro sobre o Estudiantes, na partida que fechou o Grupo E, no Ginásio do Tijuca, o dirigente frisou que haverá uma avaliação deste início de temporada, adiantou que o clube está próximo de fechar com um patrocinador master e deixou claro que o grupo não está fechado, dizendo que o Rubro-Negro procurou praticamente todos os atletas de alto nível do mercado, inclusive Anderson Varejão, que está sem clube desde que deixou o Golden State Warriors em fevereiro.

Foto: Divulgação
- O Flamengo tenta e tentou vários jogadores de NBA ou não, de alto nível. E alguns preferiram não vir para o Flamengo. É um direito que todos têm. O Varejão é flamenguista. Diferentemente de outros da NBA. Ele sempre falou, nunca escondeu de ninguém. Obviamente, é um jogador que está sempre na mira do Flamengo desde que não esteja na NBA, se não nós não teríamos condição de trazê-lo. O Varejão é um namoro antigo. O Flamengo tem camisa e consistência para angariar fundos para trazer esses jogadores com salários top para o nível de Brasil, claro que não de NBA - disse Alexandre Póvoa, lembrando que o clube pode fechar um patrocínio específico para a chegada de um jogador importante caso o mercado seja favorável.

Varejão segue treinando por conta própria desde que deixou a NBA. Ainda em busca de uma equipe na liga americana de basquete, não fechou com ninguém. O jogador recebeu diversas propostas de clubes do Novo Basquete Brasil e acabou de ser convocado para defender a seleção brasileira nos dois primeiros jogos das Eliminatórias Fiba para o Mundial de 2019, na China.

Para esta temporada, o Flamengo não pode mais trazer jogadores estrangeiros. O NBB tem o limite de três jogadores e o Rubro-Negro já conta com Ronald Ramón, MJ Rhett e David Cubillán, todos com vínculos garantidos. Póvoa diz que mesmo que nenhum jogador chegue, ele acredita na força do grupo formado, mas faz questão de frisar que o elenco nunca está fechado.

- O elenco nunca está fechado até o momento que eu possa contratar. Não tenho dúvida que é mais difícil trazer alguém. Mas esse grupo jogou muito abaixo do que pode. Desse time, tivemos quatro jogadores convocados para as Eliminatórias, e dois que estiveram em pré-lista também. Poucos clubes na América Latina tenha isso. Não podemos sair contratando gente. E se contratar, é um jogador ou outro, não tem mágica. Temos confiança no grupo, achamos que pode dar muito mais, mas é ótimo. Se não chegar ninguém, tem total condição de ser campeão do NBB e vamos atrás disso - garantiu o dirigente.

Na próxima terça-feira, dia 14, o Rubro-Negro estreia no NBB contra o Paulistano, fora de casa. Antes disso, jogadores e comissão técnica serão cobrados, diz o dirigente. Póvoa acredita que a pré-temporada foi satisfatória, com amistosos e o torneio amistoso em Belo Horizonte.

- Focávamos nessa competição. Fomos muito aquém. A preparação foi relativamente boa. Tivemos amistosos e o torneio em Belo Horizonte. Esperávamos muito mais, o Flamengo classificado para a final. O time foi mal. Vamos avaliar isso e ver os próximos passos. A comissão técnica vai ser cobrada, montamos o elenco de forma conjunta. Os jogadores serão cobrados também. O clube trouxe a chave para o Rio até para facilitar. Como em qualquer instituição, temos que entender porque não deu certo.

Nas arquibancadas do Tijuca, a torcida do Flamengo mostrou-se insatisfeita com o elenco. Chamou o grupo de "sem vergonha" e chegou a pedir por reforços. Para a diretoria do Flamengo, a situação é normal e representa o ônus de se jogar no Flamengo.

- É o ônus e eu não tenho nada contra. O jogador que quer o Flamengo, precisa saber que tem que ganhar. Não é porque ganhou quatro e foi campeão mundial que muda. Entrou para a história, mas tem que ganhar sempre e sabe disso. São cobrados por isso. Cobrando dentro da normalidade, sem violência, é totalmente saudável e deve ser visto como estímulo - finalizou Póvoa.


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