Até corte de bolo gera desavença no Flamengo

O presidente da Boca Maldita, Luiz Paulo Segond, afirmou que a tradição prega que o bolo seja aberto apenas ao meio-dia.

UOL: Uma pequena saia justa marcou as comemorações pelo aniversário de 122 anos do Flamengo. Tudo em razão do tradicional corte do bolo na Boca Maldita, ponto de referência para sócios, atletas e torcedores na sede da Gávea.

O presidente Eduardo Bandeira de Mello não participou da celebração, pois tinha reunião marcada no CT Ninho do Urubu com os diretores Rodrigo Caetano e Fred Luz, além do vice de futebol Ricardo Lomba. Houve, no entanto, uma tentativa para que o mandatário fosse o responsável pelo corte do bolo.

Foto: Divulgação
O presidente da Boca Maldita, Luiz Paulo Segond, afirmou que a tradição prega que o bolo seja aberto apenas ao meio-dia e não permitiu a antecipação, que era desejada pelo departamento de marketing - responsável pela programação das comemorações.

"A Boca Maldita tem uma tradição. O pessoal do marketing quis agilizar o cerimonial, mas explicamos que o bolo só seria cortado ao meio-dia. O presidente entendeu", afirmou Segond ao UOL Esporte.

A assessoria do Flamengo informou que o corte do bolo estava previsto para ocorrer logo após o café da manhã na programação original. O clube assegurou que não houve problema por conta da divergência de horário.

O presidente Eduardo Bandeira de Mello se despediu dos associados na Boca Maldita e foi para o compromisso agendado no CT Ninho do Urubu, local que viveu uma manhã de protestos das torcidas organizadas contra a má fase do time.

Coube ao ex-presidente George Helal, dirigente histórico do clube, a missão de cortar o bolo pelos 122 anos do Flamengo. Os vice-presidentes da situação Pedro Almeida (planejamento), Daniel Orlean (marketing) e Cláudio Pracownik (finanças) foram alguns dos que estiveram presentes. O vice geral Maurício Gomes de Mattos e Rodolfo Landim também participaram da cerimônia. Eles são vistos como possíveis candidatos na eleição presidencial de dezembro de 2018, mas pregaram que não é "hora de falar de política".

A diretoria do Flamengo vive um clima tenso por conta dos maus resultados no futebol. O UOL Esporte informou nesta quarta-feira (15) que saídas de mais vice-presidentes estão previstas caso mudanças não sejam realizadas no departamento. Nos corredores do clube, o processo eleitoral ganha cada vez mais corpo entre conselheiros e associados.


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