Cariocas patinam

Botafogo, Flamengo e Vasco patinaram, não saíram do lugar e agora percebem a aproximação dos rivais na busca de uma vaga na Libertadores.

GILMAR FERREIRA: Rodada ruim para os times dos três clubes cariocas mais bem colocados na tabela da Série A do Brasileiro.

Botafogo, Flamengo e Vasco patinaram, não saíram do lugar e agora percebem a aproximação dos rivais na busca de uma vaga na Libertadores de 2018.

E o que sobra de emoção para os cariocas, enquanto os paulistas disputam o título pela terceira vez consecutiva.

Everton durante Grêmio x Flamengo - Foto: Lucas Uebel/Getty Images
BOTAFOGO 1 x 2 FLUMINENSE.

Confronto que sempre dá bom jogo _ mais pela voluntariedade dos jogadores, menos pela qualidade dos times.

É raro o empate sem gols.

O último foi no Brasileiro de 2010.

Desde então, foram 28 partidas com pelo menos um gol.

Contando, é claro, com este 2 a 1, no Estádio Nílton Santos.

Placar que não retrata a superioridade tricolor, que teve mais intensidade e volume desde o gol sofrido a 1m45s de jogo.

A falha de Renato Chaves na saída de bola foi assimilada sem trauma e o time de Abel Braga, que há dias saiu da Sul-Americana, teve força e ímpeto para virar.

Foram 61% de posse e 425 toques na bola, contra 39% de posse do adversário, com 255 toques _ dados do Footstats.

O Botafogo sentiu falta de João Paulo ou de um meia que arrumasse o setor, retendo a bola e ajudando a compactar das linhas.

Mas o que assustou mesmo torcida foi a falta de lucidez, a desorganização e a pouca efetividade do time que busca vaga entre os quatro melhores do Brasileiro.

GRÊMIO 3 x 1 FLAMENGO.

A ideia de tentar fazer de Arão o substituto de Diego, vetado, mexeu na estrutura do time e tirou do Flamengo o ímpeto dos últimos jogos.

A virada gaúcha veio em falhas de marcação de Pará e Rafael Vaz, é verdade.

Mas deixar Lucas Paquetá na reserva para entrar com Márcio Araújo na cabeça-da-área, e Arão mais à frente, modificou a pegada do time.

E de um time que vinha de 30 minutos fantásticos contra um Fluminense em vantagem no placar.

Irrita a crueldade de certos técnicos com jovens jogadores da base.

E Reinaldo Rueda é um deles.

Bom senso, professor _ por ora, é o que basta.

VASCO 1 x 1 VITÓRIA.

Difícil saber por ora até onde vai a responsabilidade de Zé Ricardo pela mediocridade ofensiva do Vasco.

Mas uma coisa é certa: o técnico anda se equivocandi ao abrir mão de um meia com a habilidade e o dinamismo de Guilherme Costa.

Principamente, vendo seu time ser envolvido no Maracanã por adversários que batalham no Z-4.

É digno de críticas.

É bom o trabalho estratégico até aqui desenvolvido para livrar o clube de outro rebaixamento.

Mas Zé Ricardo poderia mais.

E é uma pena que ele não tenha se atentado para isso...


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