De forma irresponsável, Rimoli cogita uso de cocaína por Guerrero

Nunca exagerou nem na bebida com os companheiros. A situação se repete no Flamengo.

COSME RIMOLI: O site da radio Uno, 93,7 FM, de Lima, garante. Rastros de cocaína teriam sido encontrados na urina de Paolo Guerrero. Ele foi flagrado no exame antidoping no empate em 0 a 0 entre Argentina e Peru. Consternação não só para o povo peruano, que perde seu maior ídolo. Mas também na Gávea.

A suspensão poderia ficar entre dois e quatro anos, de acordo com a ESPN da Argentina, que divulgou, em primeira mão, o doping de Guerrero.

Foto: Divulgação
O jogador ainda não se pronunciou oficialmente. Mas teria dito a médicos da Seleção Peruana e do Flamengo que apenas usou um remédio contra a gripe, antes do jogo. Mesmo antes da contraprova, que costuma ser apenas protocolar, Guerrero estará fora dos confrontos contra a Nova Zelândia, pela repescagem das Eliminatórias, marcados para os dias 11 e 16 de novembro. A Fifa deverá suspendê-lo preventivamente.

A notícia chegou como uma bomba no Flamengo. Ele estava sem jogar no clube desde o dia 19 de outubro, contra o Bahia, quando surgiu um edema na coxa esquerda. E voltaria a atuar no domingo, contra o Grêmio. Último jogo antes da repescagem com o Peru.

"O que existe no momento é um resultado analítico adverso (RAA) para uma susbtância S6 estimulante, estimulantes que estão na categoria S6. Caiu por terra essa história de enviar a lista do que é administrado. O que está na lista da WADA não pode ser administrado, só se o jogador tem uma justificativa médica. Precisa de uma robusta documentação", acaba de dizer o presidente da Comissão de Controle de Doping da CBF, Fernando Solera.

O jornalista Fernando Carlos da ESPN, dono do furo, avisa que Guerrero foi flagrado pelo uso de uma 'droga social'. Ou seja, pode ser mesmo a cocaína, como garante não só a radio Uno, como outros veículos peruanos. O doping já foi confirmado. Não a substância.

"No, no. No voy a declarar nada al respecto. Es una calumnia. Ustedes saben que yo mato por mi hijo. Así que no hablaré nada." "Não, não. Não vou falar nada a respeito. É uma mentira. Vocês sabem que eu mato pelo meu filho. Assim, não falarei nada." Esta foi a declaração de Petronila Gonzáles, mãe do jogador a jornalistas peruanos.

Aos 36 anos, Paolo Guerrero é o maior ídolo do futebol peruano. Capitão e artilheiro da Seleção. Tem 85 jogos por seu selecionado, 33 gols, cinco nas Eliminatórias para a Rússia. Inclusive marcou o decisivo, o que sacramentou a participação na repescagem e a chance dos peruanos voltarem a um Mundial, desde 1982. Ostenta, orgulhoso, o apelido de Predador.

O país todo não fala de outra coisa.

O medo é que a Fifa opte por uma suspensão pesada. Em março de 2016, dois jogadores argelinos, flagrados por terem usado cocaína, foram suspensos por quatro anos do futebol. Por isso, a expectativa é enorme.

No Corinthians houve surpresa. O comportamento de Guerrero sempre foi tranquilo. Ele sempre gostou de festas, mas era sempre comedido. Nunca exagerou nem na bebida com os companheiros. A situação se repete no Flamengo.

O clube carioca consultou seu prontuário médico.

E nenhuma medicação foi receitada para Guerrero.

Ele estava bem antes de atuar contra a Argentina.

Tanto no Peru como no Rio de Janeiro, a mesma apreensão.

Primeiro, a tensão, o medo que seja cocaína.

O pavor de que a Fifa seja rígida.

E o suspenda entre dois e quatro anos.

A revelação que a substância seria cocaína, ou 'droga social', foi feita pela ESPN argentina.

A rádio Uno garante que ser mesmo cocaína.

O que pode até acabar com a carreira do atacante.

Aos 36 anos, não resistiria a uma punição de quatro anos.

A cocaína está entre os estimulantes S6...

(E a Fifa suspendeu Guerrero provisoriamente. Flamengo e Peru não poderão contar com o artilheiro por 30 dias. Mas a punição deverá ser pesada...)


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