Diretoria de bananas acaba até com o basquete do Flamengo

A pressão em cima do elenco que manteve a base do ano passado deve ser alta.

GLOBO ESPORTE: A temporada do basquete do Flamengo acabou de começar, mas a relação da torcida com o antes apelidado "Orgulho da Nação" está completamente estremecida. Derrotado por Olimpia-PAR e Pinheiros, o Rubro-Negro foi eliminado na fase semifinal da Liga Sul-Americana em pleno Ginásio do Tijuca, no Rio de Janeiro. O fracasso dentro de casa parece ter terminado de vez com a paciência da torcida, já magoada após a eliminação precoce no último NBB, quando o clube foi derrotado também no Tijuca pelo próprio Pinheiros, de virada. Ao fim do jogo, vieram da arquibancada gritos como "Time sem vergonha" e "Adeus, Neto", pedindo a saída do comandante José Neto.

Foto: Divulgação/Fiba
Seguindo o protocolo do basquete Rubro-Negro, nenhum jogador falou após a derrota para o Pinheiros por 80 a 74. Vice-presidente de esportes olímpicos, Alexandre Póvoa deixou o ginásio logo após o fim da partida, como também fez Marcelo Vido, diretor-executivo de esportes olímpicos.

Internamente, o revés foi sentido na Gávea. O Flamengo investiu para trazer a fase semifinal da Liga Sul-Americana para o Rio de Janeiro. Sede do Grupo E, tinha a esperança de contar com o apoio da torcida para vencer a chave e assim se classificar para a decisão. A intenção era vencer a competição e conseguir uma vaga na Liga das Américas, o principal torneio de clubes do continente. Assim, teria a chance de ser novamente campeão da LDA e disputar o título do Intercontinental, vencido pelo clube em 2014. Agora, resta o Novo Basquete Brasil, que começa no dia 14 de novembro, fora de casa, contra o Paulistano, em São Paulo.

Pressão para o Novo Basquete Brasil
A pressão em cima do elenco que manteve a base do ano passado deve ser alta. O Flamengo renovou os contratos de Marcelinho (que faz sua última temporada), Olivinha, JP Batista, Ronald Ramón, Marquinhos e seguiu com Humberto, que tem mais um ano de vínculo. E trouxe o americano MJ Rhett para a posição 4, além dos armadores David Cubillán, da Venezuela, e Arthur Pecos, brasileiro ex-Paulistano. Para compor o elenco, Pilar, ex-Brasília, foi o último a chegar. Mesmo com a espinha dorsal mantida, é nítido que o Rubro-Negro ainda precisa estabelecer uma nova forma de jogar.

O grupo parece sentir a falta de um outro pivô para a posição 5. JP é o único experiente disponível, e João Victor ainda é muito jovem. MJ Rhett chegou para a posição 4 e está claro que não conseguiria atuar como um 5 em caso de necessidade. Na armação, apesar de jogar na posição 1, Cubillán tem características parecidas com Ronald Ramón, que atua na 2, mas também pode fazer a 1. Arthur Pecos, especialista na posição 1, está em sua primeira temporada no Flamengo, tem só 23 anos e ainda se adapta ao esquema de jogo.

Cubillán discute com torcedor na arquibancada
Quase uma hora após o fim da partida contra o Pinheiros, alguns torcedores do Flamengo ainda permaneciam no Tijuca. Ao deixar o vestiário, o armador David Cubillán deixava o ginásio passando pelas arquibacandas, como de praxe, e discutiu com um torcedor. Fazendo gestos com a mão como se ele "falasse muito". Na terça-feira, na derrota para o Olimpia-PAR, a torcida já havia hostilizado os atletas e houve um princípio de confusão após um copo ser jogado na direção da quadra, mas foi controlado rapidamente pelos seguranças. Nesta quarta-feira, os seguranças particulares acompanharam a discussão de perto e afastaram Cubillán do local sem maiores problemas.


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