Flamengo fará 23 jogos a mais que o Real Madrid na temporada

E o Flamengo, nas semifinais da Copa Sul-Americana, caso chegue à decisão, poderá alcançar o número de 83 na temporada.

SPORTV: Os números mostram fazer sentido as constantes queixas de que os clubes brasileiros são submetidos a uma quantidade grande de partidas ao longo de um ano. No "Redação SporTV" desta quinta-feira, o apresentador André Rizek apresentou pesquisa feita pela produção do programa na qual se faz comparação entre os times que mais atuaram no Brasil e os dos principais países da Europa.

Os clubes brasileiros superam bem os europeus na maratona de jogos. Até o momento, o Sport Recife aparece na frente, com 75 partidas em 2017. Em seguida, vêm Flamengo, com 74, e Grêmio, com 70, este empatado com a Chapecoense. Pelo lado do Velho Continente, na temporada 2016-2017, quem liderou foi o Manchester United, com 64 jogos. Na segunda colocação, ficou o Monaco, com 63. Na terceira, o Real Madrid, com 60. E em quarto, o seu maior rival, o Barcelona, com 59.

Foto: Reprodução
O detalhe é que ainda faltam cinco rodadas para terminar o Campeonato Brasileiro, o que significa um aumento de cinco partidas pelo menos para cada um dos clubes brasileiros. E Grêmio e Flamengo ainda vão jogar mais. O Tricolor Gaúcho terá também mais dois jogos pela decisão da Libertadores contra o Lanús, totalizando 77. Se for campeão, ainda fará mais dois pelo Mundial de Clubes, totalizando 79. E o Flamengo, nas semifinais da Copa Sul-Americana, caso chegue à decisão, poderá alcançar o número de 83 na temporada, o que superaria em 19 jogos o total do Manchester United - o clube ingês foi o que mais atuou na Europa. E o Rubro-Negro teria 23 a mais do que o Real Madrid, cuja equipe ganhou praticamente tudo no último ano.

- Vinte e três é mais que um primeiro turno do Campeonato Brasileiro inteiro - lembrou o apresentador André Rizek.

- E muita coisa. Ainda criaram o campeonato de aspirantes. Imagina se o Flamengo está nele. Vai a 100. O calendário é muito malfeito, estrangulado, não há tempo. Eu estava vendo outro dia você (Rizek) discutindo o negócio da posse de bola. Tem 70%. Se você olhar, os jogos estão de intermediária em intermediária. É toque de bola mas é ali. Para arrematar, nada. Por quê? Não há tempo para treinamento técnico. Cobrança de pênaltis.... Olha a quantidade de pênaltis perdidos, elegendo aí os goleiros todos como reis do pênalti. Não é rei do pênalti não... Pênalti bem batido, não há goleiro que pegue - disse o comentarista Washington Rodrigues, o Apolinho, da Rádio Tupi.

Washington Rodrigues ainda atentou para outro fato: não é só a quantidade de jogos que influencia em perda na preparação física dos atletas.

- Não tem tempo para recuperação de lesionados, regeneração de viagem. Você vê o número de jogos desses times que você citou na Europa e veja as distâncias que eles percorrem e as distâncias dos clubes brasileiros. Outro dia saiu o Internacional, de Porto Alegre, para ir a Tocantins jogar uma partida. Atravessa um país e sai do frio para o calor, do calor para o frio. No próprio país tem fuso horário diferente. Não é igual à Europa, não. Eles jogam menos e têm menos desgaste. E mais dinheiro para comprar mais elenco.


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