Flamengo tenta um pequeno truque no Ano Mágico

É aquilo... Paga-se pouco, pouco se recebe em troca.

BOTECO DO FLA: Sorin

Noite de decisão no Maraca. Ok... Não é exatamente assim uma Decisão, Decisão... Tá mais para uma decisão. Mesmo porque é ainda o primeiro jogo da semifinal e o caminho até a taça é longo. Também não é exatamente uma situação que supre as expectativas iniciais da temporada. Pero... Como diz o velho ditado, se a vida te deu um limão, o melhor que se faz é preparar uma bela de uma limonada e seguir em frente.

Aparentemente uma boa parte da torcida ainda não comprou essa ideia. Não comprou nem isso e nem ingresso. Dias antes do confronto decisivo para as pretensões restantes em 2017, teve que rolar campanha do perfil oficial, do Diego e do Rueda pra tentar animar o povo a comparecer. Como a esperança é a última que morre, apesar de ser a primeira que agoniza, a expectativa por casa cheia ainda existe.

Foto: Gilvan de Souza
Bem... Essa esperança não vem baseada em nenhuma lógica. Inclusive já rolou até reunião da Smurfada aventando a possibilidade de fechar o Setor Oeste por conta da baixa venda antecipada de ingressos. Já que teve que apelar emocionalmente, poderia até rolar de última hora alguma espécie de Black Fladay promocional e entupir o bom e velho Maraca. Pero... Pero... Como a Smurfada parece gostar muito de Muito Dinheiro, e prefere Nenhum Dinheiro que Algum Dinheiro, a tendência é que os apelos convidativos se limitem mesmo a (des) ações nas redes sociais sem nenhum teor prático. Não que o preço dos ingressos seja o único fator determinante para a baixa procura.

Em campo, como já se tornou habitual, só logo mais dá pra saber o time que Profe Vida Loka Rueda manda para o confronto. Everton fora gera a dúvida (pelo menos foi o que disse na última coletiva) na escolha entre Mancuello ou Vinícius Jr. Na zaga também pinta um questionamento de provocar calafrios. Juan e Réver liberados pelo Departamento Médico... E o colombiano não sabe se aposta na experiência da dupla (pra não citar talento e eficiência) ou no tal ritmo de jogo de Rhodolfo e Vaz.

Curioso. Se lá na cozinha o ritmo de jogo pode definir os 11 iniciais, lá na frente parece não fazer a menor diferença. A não ser que o Mancuello seja algum tipo de mago, sei lá de onde ele tirou o tal ritmo após 666 dias sem atuar e participar apenas do jogo contra o Corinthians (aquele desinteressado, desfigurado e desentrosado) no domingo. Enfim...

Eh... Bem... Sem querer dar uma de Mãe Diná do Pessimismo, mas só queria lembrar que teoricamente, caso o Vaz comece, hoje é o dia malmequer da regularidade do cara. Vem alternando lambanças e bons desempenhos. No domingo foi bem. Logo... Só pra tirar o peso da consciência, estou avisando.

Do lado de lá... Do lado de lá... O Junior Barranquilla vem tendo uma boa temporada. O único revés foi ter sido eliminado ainda na Pré-Libertadores pelo Atlético Tucumán da Argentina. Não rolou trauma e nem bengala emocional pra usar como desculpa. Terminou a primeira fase do Colombiano em primeiro lugar e ganhou a Copa de lá, o que já lhe garantiu vaga direta na Liberta 2018. Ainda virgem de conquistas internacionais, que nem uns amiguinhos nossos do futebol carioca, tem um bom toque de bola e um ataque eficiente com a dupla Chará e Gutierrez para tentar sanar esse jejum.

Problemas lá na cozinha. O goleiro é bom e já foi até cotado para a seleção uruguaia. Porém... Porém... No momento a dupla de zaga é o que tem para hoje. Um monte de desfalques e só dois zagueiros vieram para o Rio. Ouvi falar que há falhas nas bolas aéreas, o que pode ser uma boa oportunidade para os avanços da dupla Juan e Rév... Ih... Esquece... Talvez eles estejam sem ritmo de jogo. Até o Carioqueta isso se acerta.

Como a Odebrecht cobra baratinho de quem joga lá, praticamente uma instituição filantrópica, boa parte do gramado do Maracanã está uma porcaria. É aquilo... Paga-se pouco, pouco se recebe em troca.

Não é jogo fácil. Principalmente porque os colombianos jogam de forma intensa. La Intensidad vem sendo a nossa principal variante na temporada. A desculpa (semi-ausência da torcida) parece já estar na ponta da língua. É torcer para lá pra perto da meia-noite, ao término do jogo, não estarmos todos do lado de cá ouvindo aquela ladainha do “agora é levantar a cabeça e pensar na próxima partida”, “estamos nos dedicando muito”, “sentimos a mesma dor do torcedor”, e todos esses mantras com os quais os nossos tímpanos já se empanturraram por toda a temporada.

Se jogar bola... Sou mais a gente.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.


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