Flamengo volta a não lidar bem com momento ruim do jogo

Cruzeiro, Palmeiras, Corinthians e Santos. Ainda tem tudo isso de gente que está brigando lá em cima no nosso caminho até a rodada de número 38.

BOTECO DO FLA: por Mercio Querido
  
“Hoje perdi o jogo”. Assim Rueda tentou explicar o resultado diante do Grêmio em Porto Alegre. Apesar disso, e de certas observações sobre o descontrole da equipe após sofrer o gol do empate, não fez referência à escalação inicial como uma das causas da derrota.

Não que o futebol seja uma ciência exata. Não dá mesmo pra cravar o que poderia ou não ser diferente com a entrada do jogador A ou do jogador B. Porém... Porém... Com a ausência do Diego o esperado era o Éverton Ribeiro no meio para tentar criar as jogadas na meiúca. Uma outra opção que brotou na imprensa (não sei se foi testado nos treinos da semana) era a possibilidade do Paquetá ganhar uma chance em sua posição original desde o início do jogo. Como aqui no Boteco já estamos escaldados, no texto de ontem alertei que uma terceira formação que ninguém tinha pensado poderia ocorrer, já que o Profe é mesmo chegado a algumas surpresas de última hora.

Rhodolfo e Rafael Vaz em Grêmio x Flamengo - Foto: Lucas Uebel/Getty Images
Nas redes sociais o jogo terminou antes de começar. Detentores de uma legião de desafetos, a presença de Vaz e Márcio Araújo desde o início gerou muitos protestos. Mas até que a lógica implícita de se fechar com três volantes e tentar alguma coisa em ataques esporádicos não foi uma tragédia na primeira etapa. Chegamos mais que o Grêmio, ainda que tenha faltado pontaria nos chutes de longa distância. Ainda assim os gaúchos não ameaçaram. Quem ameaçou por eles foi o Arão, com um passe bizarro de calcanhar que quase resultou em gol dos caras. Fora isso, sem muitos exageros, até que a tal da “La Intensidad” esteve presente. Em doses homeopáticas, mas esteve.

Começo de segunda etapa... Gol nosso. O Grêmio naturalmente se animou em partir pra cima e correr atrás do prejuízo, o que poderia até nos render boas oportunidades de contragolpes orquestrados por... Epa... Cadê o Paquetá e/ou o Vinícius Jr? Ainda não é o momento? Tentar matar o jogo? Melhor segurar esse placar magro? Ok... A gente aguarda. Como o Renato Gaúcho teve mais pressa, substituiu antes e o Éverton deles entrou e fez o primeiro. Daí um velho fantasma da temporada, amigo quase inseparável em 2017, se fez presente: DESCONTROLE.

Após o primeiro gol deles tudo ruiu. Desorganização e caos foi o que se viu. O segundo veio rápido, aumentando a desordem. Daí para o terceiro foi só uma questão de tempo. Quando a vaca já tinha ido para o brejo, Paquetá (olha ele aí, enfim) acertou bola na trave em belo chute de longa distância.

Agora já são sete pontos de distância para o quarto colocado. Parece que já chegou a hora de torcer para o Grêmio ganhar a Libertadores (a que ponto chegamos...) e o Cruzeiro terminar bem lá na frente também. Ampliar o “G-Classificação Para Qualquer Fase” o máximo que der e tentar estar incluído nele no final de tudo. Mas... Epa... Espera... O próximo adversário é exatamente o Cruzeiro. Complicada essa vida.

Bem... Tem a outra opção também que é ganhar a Sul-Americana. Apreciamos muito esse caminho. Não só pela vaga, mas pelo título e volta olímpica (Perdão, Smurfs. Nós do lado de cá gostamos dessas coisas). Mas precisamos saber para quem estamos torcendo. Para o Flamengo valente que correu atrás do placar contra o fluminenCe, ou para o instável que perdeu o controle após sofrer um simples empate em partida morna de pontos corridos?

Cruzeiro, Palmeiras, Corinthians e Santos. Ainda tem tudo isso de gente que está brigando lá em cima no nosso caminho até a rodada de número 38. Além disso, Coritiba e Vitória, que no momento ainda estão envolvidos na briga de foice pra não cair pra Segundona. O primeiro provavelmente ainda estará nessa situação quando enfrentar o Flamengo. Os baianos, como o confronto é na última rodada, podem ou não estar com a vida decidida para o bem ou para o mal.

Agora... Esquece tudo isso aí de tabela e possibilidades. Tem que ser um olho aqui e o outro acolá. Existe um limite cronológico para continuar com o chavão “é o início de um trabalho”. Ainda é mesmo só o começo, mas já está correndo o relógio. Esses jogos decisivos de agora já são a nossa pré-temporada de luxo para 2018. A instabilidade emocional tem que ser resolvida pra ontem... Isso sendo legal com os caras... Aqui no Boteco todo mundo acha que esse troço de marmanjo dando faniquito quando leva gol é uma baita de uma frescura.

Sobre esquemas... 4-3-3, 4-4-2, 4-5-1, 15-60-100, 87-58-8758... Sei lá... Mas seria de bom tamanho começar a definir “com que roupa que eu vou” para o potencial Ano Mágico de 2018. O tempo voa.
 
Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.


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