Foi na raça

O que fica como reflexão é a análise do nosso Flamengo como um todo e a forma como a equipe “propõe” a maioria dos seus jogos.

Em jogo tenso, elétrico e pegado, Flamengo e Fluminense protagonizaram uma das melhores apresentações de futebol do ano, se não pelo critério técnico, mas pelo ponto de vista da entrega e da emoção proporcionada. É bem verdade que a rapaziada desceu a lenha e teve botinada pra todo lado, mas o que não chegou a ofuscar o espetáculo.

Mesmo a maior parte do tempo atrás no placar, o Flamengo vestiu a armadura rubro-negra de outrora, chamou a magnética pro campo, se impôs e honrou o cântico das arquibancadas: “pra cima deles Mengo!” E foram, e fizeram, e transformaram em resultado a garra e o suor deixados em campo.

Felipe Vizeu comemorando gol pelo Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
E como não falar de Vinícius Júnior? Entrou no 2º tempo e mudou o panorama da partida, empurrou o time pra frente e foi determinante para a classificação. Definitivamente, o moleque tem condições de ser titular nesse time e o “Profe” vai ter que dar o jeito dele.

Willian Arão foi outro que também se destacou, mesmo cometendo erros defensivos, mostrou doação e aplicação, dividiu bola, peitou adversário e ainda fez o gol derradeiro e salvador. Jogador de Flamengo é isso aí.

O que fica como reflexão é a análise do nosso Flamengo como um todo e a forma como a equipe “propõe” a maioria dos seus jogos, cria inúmeras jogadas, tem domínio das ações, mas...não consegue transformar em gols a pseudo superioridade em campo. E depois sobra é pra gente o sofrimento. Hoje a superação veio, mas foi unicamente do suor. Pelo menos veio.

No ritmo do “Ai Jesus”, TMJ na semifinal.

SRN. E não é pouco não.

Wagner Serpa


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