Gilmar Ferreira destaca trio da Base em classificação do Flamengo

Mas ignorar a química que os pratas da casa injetam no todo é não conhecer a história do clube _ e digo isso não é de hoje.

GILMAR FERREIRA: Não é a primeira vez que o trio Lucas Paquetá, Vinícius Júnior (foto) e Felipe Vizeu impede uma derrota do Flamengo.

Já havia salvado o time de um tropeço ante o Coritiba, nos minutos finais do jogo da 16ª rodada do Brasileiro, na Ilha.

E desta vez se juntou à meia hora do apito final para livrar o conjunto de Reinaldo Rueda da eliminação na Sul-Americana.

Felipe Vizeu, Juan, Vinicius Júnior e Lucas Paquetá comemorando classificação do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Não se pode dizer que o Flamengo empatou um Fla-Flu em que perdia por 3 a 1 só por causa do trio formado na base.

Até porque não foi isso.

Mas ignorar a química que os pratas da casa injetam no todo é não conhecer a história do clube _ e digo isso não é de hoje.

O Fluminense foi valente, ousado e determinado em uma hora de espetáculo, fazendo tudo da maneira que deveria.

Marcou pressão nos minutos iniciais, explorou os lados do campo e caprichou nas bolas altas, atalho para chegar ao gol.

Mas não teve forças para seguir na toada, sentindo a falta de opções para renovar o fôlego e adicionar qualidade ao meio.

E não se pode atribuir o revés à escolha de Romarinho, em vez de Wellington Júnior, ou à troca de Wendell por Sornoza.

Os dois gols do Flamengo que decretaram o 3 a 3 foram frutos da maior consistência física e técnica de um sobre o outro.

Culpar o treinador, que tem lá sua cota de responsabilidade no processo, é tentar encontrar uma forma pueril de aceitar o golpe.

O elenco tricolor, que nunca foi dos mais bem fornidos, sofreu demais durante o ano e caiu em batalha, honrando a camisa.

Foram guerreiros...

Sei bem o quanto é doído e indigesto para os torcedores do Fluminense o resultado do jogo, mas faz parte do processo.

O jogo de futebol vicia e apaixona justamente por conta do acaso que desafia a ciência no esporte de alto rendimento.

Não basta ter só destreza e habilidade, é preciso vigor físico, força mental, paixão e harmonia entre as peças do jogo.

Por isso, ao contrário de muitos, penso que o trabalho de Abel Braga para o (e neste) jogo foi melhor do que o de Rueda.

Porque igualou o confronto e esteve em vantagem no placar na maior parte do jogo, mesmo com um exército mais limitado.

O colombiano se viu confrontado por um oponente impetuoso e tardou a encontrar uma forma de chegar ao resultado esperado.

Mas chegou, e é o Flamengo quem segue na disputa, agora mais próximo do título que salva o ano e alivia pressão para 2018.

O Fluminense volta a pensar na luta contra o rebaixamento no Brasileiro e a próxima batalha é contra o Botafogo, no sábado.

Jogo nada fácil...


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