Gilmar Ferreira diz que cobrança virou perseguição no Flamengo

O Flamengo tem entrado em campo tentando aparentar um controle que há tempos já não possui.

GILMAR FERREIRA: O Brasileiro da Série A não é grandes coisas em termos técnicos.

Mas, mesmo com a conquista antecipada do título pelo Corinthians, não dá para se queixar da falta de adrenalina.

Na última rodada, os paulistas Palmeiras e Santos estarão brigando com o gaúcho Grêmio pela premiação mais polpuda oferecida ao vice-campeão.

E os cariocas Flamengo, Vasco e Botafogo por vagas na Libertadores.

Foto: Gilvan de Souza
Nenhum dos três está fazendo por merecer, registre-se.

E, como a mediocridade é geral, a disputa está aberta também a Atlético-MG e Chapecoense, hoje nono e décimo colocados...

Portanto, dos dez primeiros colocados na tabela, oito ainda jogam pelas "migalhas" oferecidas pela competição...

FLAMENGO 1 x 2 SANTOS.

O goleiro Alex Muralha voltou a falhar e o time de Reinaldo Rueda perdeu mais uma na Ilha do Governador.

Antes mesmo de terminar o jogo, "cardeais" da política garantiam, em frenética troca de mensagens, que o goleiro não jogaria mais pelo clube.

Um aviso, evidentemente, direcionado para a partida de volta das semifinais da Copa Sul-Americana, em Barranquilla, na quinta-feira.

Se vai jogar, ou não, ainda não dá para dizer.

Mas essa pressão corrói os nervos dos jogadores, que não conseguem mais articular o jogo e cumprir as orientações do técnico.

O Flamengo tem entrado em campo tentando aparentar um controle que há tempos já não possui.

A cobrança se transformou em patrulhamento e, em alguns casos, ganhou ares de perseguição.

O que antes era apenas um "meme" nas redes sociais agora ter o tom de ameaça na vida pessoal.

A sensação de insegurança gera a constante impressão de estar em perigo.

E a necessidade de se mostrar preparado para enfrentar o momento adverso produz o efeito adverso.

Como neste domingo.

Laterais, meias e pontas cruzaram 45 bolas na área _ uma a cada dois minutos

Isso não pode ser ensaiado...

CRUZEIRO 0 x 1 VASCO.

O time de Zé Ricardo voltou ao marasmo do jogo de transição, recuando a marcação e abrindo espaços em seu campo para a posse de bola do adversário.

A ocupação do Cruzeiro foi plena, com toques curtos e rápidos, gerando intenso volume de jogo.

Mas o gol de cabeça de Paulão, em lance isolado no primeiro tempo, garantiu a vitória.

Para a maioria dos torcedores, é o que importa.

De certa forma, ameniza a dor de castigos injustos sofridos em jogos com o mando de campo.

No entanto, não me cega.

O time perdeu o frescor na articulação e se acomoda confortavelmente posicionado em seu campo de defesa.

Principalmente quando fica em vantagem no placar.

Desta vez, Zé Ricardo enxergou que corria sérios riscos e queimou a terceira substituição antes dos 30 minutos do segundo tempo.

Trocou o talento de Nenê pela juventude de Matheus Vidal, renovou o fôlego e deu possibilidade até de o Vasco fazer mais um gol.

O que não seria justo, tampouco merecido...

FLUMINENSE 1 x 2 SPORT.

São muitas as variáveis capazes de explicar a péssima atuação tricolor em seu penúltimo jogo no Brasileiro.

Tantas, que não me parece justo relaciona-la única e exclusivamente aos meses de salários em atraso.

A fragilidade no jogo coletivo entregou o fastio e a indolência de um time que não tem maiores objetivos a alcançar.

E que cometeu erros de posicionamento infantis.

A produção ofensiva do Fluminense neste jogo pareceu exigir um esforço desumano.

Faltaram alegria e leveza, tanto quanto vontade e talento.

O clube, provavelmente, terminará a competição na zona do limbo, sem vaga sequer na Sul-Americana.

E isso deverá gerar a montagem de um planejamento mais racional para 2018...

PALMEIRAS x BOTAFOGO.

De olho na premiação que é paga ao vice-campeão, o Palmeiras tentará ser um time ainda mais ousado, na noite desta segunda-feira, no Allianz Parque.

E isso, em tese, agrada ao time de Jair Ventura.

Os três pontos deixarão o Botafogo em posição bem mais confortável, mas o empate não o deixa fora da luta por vaga na Libertadores.

O time receberá o Cruzeiro em casa, na última rodada, e se chegar aos 56 pontos fica com a vaga no G-7.


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