Guerrero viaja ao Peru para discutir causa de doping com a Seleção

Agora, o camisa 9 do Flamengo quer provar ser inocente - sua defesa já pediu, inclusive, a abertura da contraprova do teste antidoping.

GLOBO ESPORTE: O atacante Paolo Guerrero, o advogado Pedro Fida e o bioquímico Luiz Claudio Cameron embarcaram no início da manhã deste domingo para Lima, no Peru. O voo direto para a capital peruana, saindo do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, às 6h50 durará cerca de 5h30. Uma reunião com a Federação Peruana de Futurebol terá a missão de entender por que o teste antidoping realizado pelo jogador após a partida contra a Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, teve um resultado analítico adverso.

 AFP PHOTO / JUAN RUIZ
Guerrero chegou ao aeroporto acompanhado de dois amigos. Ao ser abordado por alguns torcedores, parou pacientemente para tirar fotos. Parecia tranquilo ao se encaminhar para a área de embarque.

O exame detectou na urina de Guerrero a substância Benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína. A pena prevista para casos como este é de quatro anos. Enquanto o caso não é julgado, o atacante foi suspenso por 30 dias pela Fifa. Agora, o camisa 9 do Flamengo quer provar ser inocente - sua defesa já pediu, inclusive, a abertura da contraprova do teste antidoping.

Em Lima, Guerrero e o advogado dele vão se reunir com a Federação Peruana de Futebol na tarde deste domingo. Durante o processo, Guerrero terá a oportunidade de apresentar seus argumentos ao Comitê de Disciplina da Fifa e pode até mesmo ir à Suíça. Isso, entretanto, não é o que ocorre em todos os casos. A defesa do atleta ou o painel do comitê que julga situações assim podem solicitar a audiência.

A ida de um bioquímico a Lima é vista pela defesa de Guerrero como parte importante da estratégia para que o jogador não seja punido em quatro anos. O profissional vai tentar identificar de onde veio a substância encontrada na urina do atleta. Além disso, analisará toda a documentação técnica e química das análises laboratoriais para verificar se há irregularidades.

Segundo especialistas ouvidos pelo GloboEsporte.com – que não quiseram se identificar –, a substância aparece em exames antidoping não somente por utilização da droga, mas também por ingestão de alguns chás de coca considerados medicinais. Muitos são utilizados em países como Peru e Bolívia, por causa da altitude.

Pessoas próximas ao jogador garantem que ele não faz o uso de drogas. Os advogados Pedro Fida, Marcos Motta e Bichara Neto cuidam do caso de Guerrero.


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