Jonas ganha espaço e vira arma contra o Flamengo, seu ex-Clube

Mas nada comparável ao que o piauiense de 26 anos passou antes de se destacar pelo Sampaio Correia e chegar ao Flamengo.

UOL: Após a derrota contra o Grêmio (0 a 1) em casa, em que Jonas falhou no final do jogo, escorregando, o vestiário do Coritiba ficou tenso. Reclamações e cobranças, logo apaziguadas por Marcelo Oliveira, o técnico, que puxou a palavra e isentou Jonas de qualquer culpa. Também o fez em entrevista coletiva na mesma noite.

Oliveira manteve Jonas na equipe e a resposta pela confiança não poderia ser melhor. O volante foi decisivo na vitória contra o Sport por 4 a 3 em Recife e fez um golaço contra o Avaí, outro adversário direto, no triunfo por 4 a 0. Os dias que separaram a volta por cima foram de pressão, mas nada comparável ao que o piauiense de 26 anos passou antes de se destacar pelo Sampaio Correia e chegar ao Flamengo, dono de seus direitos e adversário nesta quinta (16), às 21h no Couto Pereira.

Luciano Belford/AGIF
"Eu me lembro que as coisas estavam muito difíceis, e você sabe que quando chega numa idade de 17, 18 anos, você não quer ficar correndo atrás sem algum benefício. Você quer ser independente, comprar suas coisas. Aí eu falei pra minha mãe, 'vou desistir, vou trabalhar de cobrador de ônibus'", relembrou em testemunho ao canal oficial do Coritiba, "Mas aí a minha mãe falou, 'não filho, você tem potencial, você vai dar certo, eu tenho certeza." E Jonas seguiu para o Sampaio Correia, por quem teve destaque entre 2013 e 14, até chamar a atenção do Flamengo.

Na Gávea, porém, as coisas não andaram como esperado. Foram 32 jogos e muitas críticas, até ser emprestado para o Dínamo Zagreb. "Nunca pensei em jogar uma Liga dos Campeões, e joguei contra Lyon, Juventus e Sevilla", contou ao UOL Esporte. Era a volta por cima, após as críticas pelo Flamengo. Jonas voltou ao Brasil, mas não encontrou espaço no clube carioca. Foi emprestado ao Coxa, por quem já enfrentou o ex-clube.

"É fazer um grande jogo e mostrar totalmente o contrário daquela imagem que ficou lá quando eu passei. Você sabe a grandeza do Flamengo, eu não sou aquele Jonas maldoso que ficou a imagem. De lá para cá a gente vem crescendo, mentalmente, tecnicamente, fisicamente... e eu tô muito feliz, cara. É só trabalhar que vai dar tudo certo", contou em conversa via WhatsApp.

Neste ano, já são 33 jogos pelo Coxa, 27 deles no Brasileirão. É tido por Marcelo Oliveira como peça fundamental, tomando a vaga que era de Matheus Galdezani no bom início do campeonato. Contra o Fla, nova chance para pagar – e não cobrar – uma dívida antiga de imagem com o ex-clube, ajudando o Coxa a evitar a queda para a Série B.


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