Mais do mesmo no Flamengo

Mas a preleção bem poderia ter só um conceito: “Entrem dando 100% de vocês. Podem acreditar. Basta só abrir o placar que o jogo acaba”.

BOTECO DO FLA: por Mercio Querido

Putz... Dei mole.

Em dias normais eu acordo mais ou menos na hora que o olho abre. Sem exageros e preguiça, mas sem a necessidade de despertador. Em dia de jogo e no dia seguinte, levanto mais cedo para poder abrir aqui o Boteco e receber os flamengólatras habituais.

Agora já é tarde. Mas após a belíssima apresentação de ontem no jogo contra o Palmeiras percebi que poderia ter redigido dois únicos textos de pós-jogo nessa temporada. Um otimista em relação ao futuro e no tom do “agora vai”, e outro parecido com esse de hoje, “exaltando” a falta de poder de reação, a ausência de finalizações e blábláblá... Daí era salvar essas duas preciosidades em algum lugar seguro aqui no computador, e passar uma boa parte do ano apenas copiando e colando.

Rafael Vaz em Palmeiras x Flamengo - Foto: Staff Images


Tudo é tão repetitivo que muitas vezes tenho até dificuldade em colocar o título lá em riba. Por questão de organização, o sistema não permite duas postagens com o mesmo nome... Daí vocês já devem imaginar que muitas vezes em 2017 aquela linha lá no alto acaba dando mais trabalho que o resto todo.

Mas como só agora, ao apagar das luzes, essa ideia pintou... Seeeeegue o jogo.

Ontem nos primeiros 10 ou 20 segundos iniciais deu até pra achar que o Flamengo poderia fazer boa exibição. Parecia dominar razoavelmente a partida até aquele lance cheio de simbologia do primeiro gol deles.

Ah... Longe do Boteco querer dar uma de Mãe Diná, mas avisei antes do jogo contra o Cruzeiro que o Vaz teria uma exibição ok naquele dia... E alertei que isso significava um grande perigo caso fosse escalado contra o Palmeiras. Dito e feito. Já quase 2018 e o Flamengo segue poupando aqui e ali, sempre preocupado com o restante da temporada. Já passou da hora de acordar e encarar o fato de que praticamente não tem mais temporada. Ou o Juan estava liberado pelo DM ou não estava. Não tem essa de estar mais ou menos liberado. Isso é quando tem reserva mais ou menos à altura. O que convenhamos, não é o caso.

Quando o Deyverson, que custou 18 milhões ao alviverde, aproveitou falha da zaga e abriu o placar... Todo mundo do lado de cá já meio que ouviu uma voz interior dizendo: “Eeeeeeergue o braço e encerra a partida o juiz”. Com raríssimas exceções, o Flamengo reativou aquela antiga regra do Gol de Ouro. Lembram dela? Infelizmente, na versão flamenga 2017, o jogo pode acabar pra gente em qualquer momento que o adversário marcar. Pior ainda... Muitas vezes a partida se encerra no primeiro gol dos caras mesmo se o Flamengo marcar antes (vide jogo contra o Grêmio).

O gol palmeirense teve duplo efeito nocivo. O primeiro é levantar a questão da falta do poder de reação já citado 666 vezes aqui no Boteco. O segundo é que veio de um lançamento-chutão lá do meio campo. Olhando aquilo, e já tendo grande afeição por essa “estratégia” (essa palavra teve seus significados redefinidos após a Final da CB), o povo em campo deve ter olhado um para o outro e comentado: “Viu? Viu como dá certo esse troço de chutão lá pra frente? Vamos continuar tentando?”.

E assim foi. Daí foi só aguardar o Palmeiras marcar o segundo, após mais uma desatenção defensiva. Como nossa estratégia do chutão lá pra frente já provou várias vezes que não dá em nada, Fernando Prass poderia até ter ido mais cedo pro vestiário que não ia fazer muita diferença no resultado final.

Rueda ainda fez umas alterações lá pra tentar resolver e o time até voltou melhorzinho para o segundo tempo. Melhorzinho, no diminutivo mesmo. Sem oferecer muito perigo para os donos da casa.

Na tabela continuamos plantados na sétima posição. Como nada se move por aqui, já não tão seguros em relação aos que vão se aproximando (Vasco com um pontinho de distância), e já começando a ver o G-fase-de-grupos se distanciando.

E quer saber do que mais? (como se você já não soubesse). O próximo jogo é fora outra vez.  O Coritiba ainda luta lá na parte baixa, mas já com 4 pontos de distância para o primeiro na zona da degola. Já não perde há seis rodadas. Acredito que o Marcelo Oliveira esteja por dentro dos desempenhos dos adversários. O que é muito preocupante. Os jogadores do Coxa vão achar que é sacanagem... Mas a preleção bem poderia ter só um conceito: “Entrem dando 100% de vocês. Podem acreditar. Basta só abrir o placar que o jogo acaba”.

Bora torcer pra não levar o primeiro.

Isso aqui é Flamengo.


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