Mal no futebol, gestão do Flamengo sofre perdas no campo político

A saída de cena de ambos significa a perda de duas figuras fiéis ao bloco que atualmente comanda o Flamengo.

LANCE: Prestes a ingressar em um ano eleitoral, o Flamengo vive - além de insucessos no futebol - uma reta final de 2017 com mudanças na diretoria e desfalques no grupo político do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Em menos de uma semana, dois vice-presidentes anunciaram a saída do clube, que também vive em um momento de transição na diretoria financeira.

oto: Wagner Meier/LANCE!Press) 
Os vices em questão são Edmilson Varejão e Rafael Strauch, os dois do grupo SóFla. Embora a justificativa apresentada por ambos para deixarem as funções não tenha sido questões políticas, a saída de cena de ambos significa a perda de duas figuras fiéis ao bloco que atualmente comanda o Flamengo.

Varejão estava na vice-presidência da Secretaria Geral do Flamengo e terá que passar um tempo nos Estados Unidos para avançar na conclusão do doutorado. No lugar dele fica Gilberto Freitas, que atuou na Comissão de Estatuto do Conselho Deliberativo.

Já Strauch era vice de administração, com passagem por outros setores da gestão rubro-negra, e também optou pelo afastamento sob a alegação de investir mais na carreira profissional. Funcionário do BNDES, assim como Bandeira, ele garantiu ao LANCE! que a decisão de se afastar da política do Flamengo é definitiva. A previsão é de volta ao Brasil em cerca de um ano.

Economista e pesquisador pela FGV, Edmilson sempre foi próximo a Bandeira (esteve, por exemplo, na ocasião em que Márcio Braga, hoje opositor, fechou acordo para apoiar a Chapa Azul na eleição de 2015) e é visto como uma figura que contribuiu muito nas áreas técnica e estrutural. Mas Varejão é dono de um perfil mais discreto do que Strauch. No mundo real (articulação política) e no virtual (redes sociais).

Rafael Strauch coordenou a campanha de Eduardo Bandeira de Mello à reeleição em 2015. No começo deste ano, foi um dos que participaram ativamente da preparação da Ilha do Urubu. Nesse contexto, notabilizou-se pelo episódio no qual chamou, via Twitter, a administração do Botafogo de desonesta por, segundo ele, esconder um problema na tubulação do estádio. E isso, além da polêmica entre os clubes, demandou mais tempo para deixar o local pronto para receber partidas em 2017.

Ainda no Twitter, Strauch fez uma brincadeira com o Fluminense que obrigou o Flamengo a soltar uma nota oficial. Na ocasião, ele sugeriu que a torcida tricolor fosse toda para os camarotes do Maracanã e cedesse o setor sul do estádio aos rubro-negros. Na época (final do Carioca), havia preocupação de invasão no setor destinado ao Flu.

A saída dos dois vice-presidentes se dá em um momento no qual o tabuleiro político do Flamengo já começa a ser montado. Embora não haja indícios de que ambos tenham rompido com a atual gestão - muito pelo contrário -, o alerta fica mais forte no grupo de Eduardo Bandeira de Mello em relação à chance de mais desfalques na equipe em pleno ano eleitoral.

No outro lado, a oposição se articula, com possibilidade grande de prospectar nomes que estão começando a se desvincular da gestão atual. A principal plataforma de campanha é a falta de resultados expressivos dentro de campo.


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