Muralha consegue complicar reta final de temporada do Flamengo

O clima pode ficar mais leve e confiante se passarmos na quinta. Como também há de ficar mais delicado em caso de eliminação.

GLOBO ESPORTE: Sorin

Como diria Miltão da Massa... Que faaaaaaaaaaseeeeeeee...

Segue nossa Via Crúcis em busca de um final de temporada um pouco menos patético que todo o resto do ano que... Não era pra ter sido mágico? Bem... Se levarmos em conta que o lado racional indica que hoje eu (falando no singular caudiquê não quero envolver os mais radicais nessa posição de submissão emocional) vou torcer pelo Palmeiras e na quarta para o Grêmio, de certa forma não dá pra negar que há certa magia nisso tudo. Parece ter sido feita em um caldeirão no mais profundo “dus infernu”, mas ainda assim é magia.

Foto: André Durão
E quando se olha os números do jogo de ontem dá pra perceber que o treco é magia negra das brabas. Foram 27 finalizações nossas contra três dos caras, 32 daqueles chutões pro alto que os nossos atletas devem chamar de cruzamentos, e no final mais três pontos escorridos pelas nossas mã... Epa... Bora ficar fora dessa? Pelas mãos (e pés) do Muralha, que realmente está sem a menor condição psicológica de exercer a função. Nem vou falar do lado técnico. Esse não pode estar tão deteriorado assim. Deve ser mesmo aquele blábláblá de livro de autoajuda sobre autoconfiança e crenças limitantes.

Sobre o jogo nem tem muito o que dizer. Domínio pleno sem levar exatamente uma enormidade de perigo correspondente para o gol do adversário, uma falha grotesca do Muralha que acabou com o clima de amor e boa vontade reinante na Ilha do Urubu... E mais uma outra falha não tão gritante que decretou os números finais do placar. O próprio protagonista da tarde mandou um “pode colocar na minha conta”. E isso nunca foi tão verdade, já que os santistas, apesar de terem combinado no vestiário de finalizar mais para aproveitar a insegurança do nosso goleiro, pouco o fizeram, com os míseros três arremates já citados anteriormente.

Um dos grandes problemas é que o jogo de quinta já começou. Enquanto o Barranquilla descansa, aguarda e vende um caminhão de ingressos, nós já estamos praticamente em campo. Se já havia uma corrente defendendo a entrada do César na semifinal, agora virou uma obviedade... Bem... Talvez menos para quem realmente vai decidir isso. Profe emitiu um misterioso “temos que avaliar”.

Como eu acho que cada uma das três opções restantes tem lá seus problemas... Se sou Rueda eu me jogava na Vida Loka de vez e falava pro Gabriel: “Seguinte... Você só tem oito anos de idade. Não tem a menor responsabilidade e ninguém vai ficar com raiva de você se as coisas acabarem dando errado. Vai lá e faz o feijão com arroz mais básico”.

Sobre a vaga na Liberta... Caso ela não venha pela Sula o jeito vai ser ganhar do Vitória pra não depender de ninguém. E ainda com aquela possibilidade marota de alcançar via Grêmio (fazer o que?) direto a fase de grupos. Simples? Nem um pouco. Os baianos ainda estão na briga para fugir do rebaixamento e dependem só de suas próprias forças. A pressão no Barradão será imensa e esse não é exatamente o tipo de situação mais confortável para os nossos nutellinhas do coração.

Bem... Se tudo permanecer como está (dependendo do resultado de Palmeiras x Botafogo na noite dessa segunda), uma derrota nossa no Barradão nos coloca na dependência de torcer contra Vasco, Botafogo, Chapecoense e Galo. Quer saber mais? Todos jogam em casa. Que beleza!!!

Essas são as cartas na mesa. O clima pode ficar mais leve e confiante se passarmos na quinta. Como também há de ficar mais delicado em caso de eliminação. Pois é... A temporada 2018 já começou e nossas contratações, dispensas, orçamento, estado de ânimo e tudo o mais serão definidos ou essa semana... Ou nas próximas em caso de classificação para a Final da Sul-Americana.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.


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