Paquetá fala sobre virar símbolo de garra no time do Flamengo

No caso, de rubro-negros. Foram as credenciais que Lucas Paquetá apresentou na sua experiência como atacante.

GLOBO ESPORTE: Profissão: meia. Hobby: atacante.

Paquetá poderia colocar no currículo estas anotações. Afinal, são 11 partidas no ataque, dois gols e a indicação - e aprovação também - de milhões de pessoas. No caso, de rubro-negros. Foram as credenciais que Lucas Paquetá apresentou na sua experiência como atacante.

Foto: Staff Images
Contra o Fluminense, Paquetá começou na reserva. Ele entrou no segundo tempo para segurar a bola. E conseguiu ajudar na classificação. Diante do Grêmio, neste domingo, às 17h, na Arena do Tricolor gaúcho, pode retornar ao meio de campo para substituir Diego.

Mas a mudança de posição recente ajudou a transformar Paquetá. O meia que olhava os atacantes à sua frente e procurava os melhores espaços, agora recebe as bolas dos meias para tentar o gol.

De fora para dentro, a torcida viu algo mais na promessa Lucas Tolentino Coelho de Lima, de 20 anos, que chegou aos 8 no Flamengo. A arrancada contra o São Paulo - para apertar a marcação numa derrota por 2 a 0 no Pacaembu - virou símbolo para os rubro-negros (veja aqui).

Na entrevista por e-mail, realizada na última segunda-feira, após sessão de fotos da nova chuteira de sua patrocinadora, o jogador comentou o lance que ganhou as redes sociais e revelou como mudou de posição: foi ele quem sugeriu a Zé Ricardo que o testasse no ataque.

E será que, a partir de agora, ele vai tentar a vida como atacante? Paquetá mesmo conta. Confira.

GloboEsporte.com: O vídeo em que você corre atrás do time do São Paulo "viralizou" na internet, ganhando apoio da torcida e de Rueda. Como foi isso? Assistiu ao vídeo depois?

Paquetá: Assisti sim. Acho, não só eu, mas todo o time, que a gente trabalha muito para dar o máximo em campo e satisfazer aos torcedores, para sempre sair com o resultado positivo. Foi um vídeo que viralizou sim, mas é uma entrega que todos nós tentamos botar em campo.

Às vezes, uma ação dessas pode despertar reação, do tipo que você "está jogando para a galera". Houve alguma reação desse tipo? Algum jogador conversou contigo sobre isso?

Não teve nenhum tipo de reação. Cada vez que a gente vê um companheiro fazendo uma jogada dessa, isso contagia o grupo. Cada iniciativa dessa faz bem para a gente e só nos faz crescer dentro do Flamengo.

Volta e meia um torcedor lembra sua mensagem no Twitter, uma declaração de amor ao Flamengo. Você é cria da base, mas como se tornou rubro-negro?

Eu sempre fui Flamengo. Meu pai é flamenguista e sempre me levou aos jogos. Além disso, eu cheguei no Flamengo muito cedo, com cerca de 10 anos, e cada ano que se passava, eu me identificava mais com o time e os jogadores que passavam. Teve até o lance da minha música, que fiz quando era pequeno. Então, me sinto um privilegiado de estar jogando nesse time e quero fazer parte da história do Flamengo, com conquistas e títulos, para dar muita alegria para a torcida.

Qual a maior dificuldade na mudança de posição? Quem vem te aconselhando? Guerrero?

Guerrero me dá muitas dicas sim, mas o Vizeu também, que é muito meu amigo, me ajuda a ver o jogo com um olhar diferente, porque como sou meio-campo, eu vejo o jogo sempre muito de trás. Então, jogar na frente, tendo que estar de costas, brigando com zagueiro, é um pouco mais difícil para mim, mas venho me dedicando demais aos treinamentos e o Rueda também tem me passado muitos fundamentos.

Rueda contou que você foi treinar como atacante com ele por indicação do Jayme. Há quanto tempo era testado de atacante? Já com o Zé aconteceu de treinar na frente?

Tudo começou com o Zé, na verdade. O Guerrero tinha ido para a seleção, Damião tinha acabado de sair e eu pedi para testar essa mudança. Fiz alguns treinos assim e depois de um tempo o Jayme passou essa informação.

Você e Vizeu são muito amigos. Na quarta, quando ele o substituiu, puxou aplausos para você. Como lidam como isso? Imaginava disputar posição com ele?

Acho que a nossa amizade vai muito além de posição ou do clube. A gente se conhece há quatro anos, então a gente sabe lidar com isso. Essa conversa entre mim e ele existe muito, para manter a cabeça boa, porque querendo ou não é uma situação delicada. Só que ele me dá bastante apoio e eu também para ele e assim a gente vai lidando com isso, para que os dois cresçam juntos no Flamengo. O mais importante é estar ajudando o time.

Se imagina jogando nessa posição daqui para frente?

Não. A minha posição de origem e a que gosto é mesmo o meio-campo, mas enquanto eu puder ajudar, vou dar o meu melhor sempre, até para corresponder as oportunidades que o treinador vem me dando e também a torcida do Flamengo.


Marcadores:

Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget