Só deu Mengão

E será que ainda há tempo para buscar alguma explicação técnica ou tática para as celeumas do Flamengo?

Por Wagner Serpa.

Mais uma vez o poderoso Flamengo entrou em campo e mostrou seu já conhecido repertório. Como de costume, o rubro-negro dominou por completo as ações, propôs o jogo e acuou o limitado Coritiba rigorosamente pelos 90 minutos do embate. Se é que podemos chamar de embate o que vimos no Estádio Couto Pereira. Na verdade, foi ataque do Fla contra a defesa adversária.


Everton Ribeiro em Coritiba x Flamengo - Foto: Staff Images


Os números não mentem nunca, isso já sabemos. E se analisarmos os indicativos da partida, como posse de bola, chutes a gol, cruzamentos na área e escanteios a favor, veremos o domínio por completo, uma lavada rubro-negra em todas as direções.

Para quem não assistiu ao jogo, os parágrafos acima descreveriam uma grande vitória do Flamengo. Mas infelizmente não foi bem assim. Embora a narrativa retrate a fiel realidade da partida, um pequeno detalhe passou despercebido: o placar. E esse mais uma vez não nos foi favorável.

Novamente como visitante, em lance de bola parada, com nova falha defensiva e desta vez com direito até a gol contra de zagueiro. Logo o Juan. É o pálido, burocrático e inofensivo roteiro rubro-negro que mais uma vez se fez presente e que vai se consumando rodada após rodada. O que testemunhamos esta noite foi o nosso rival entrar em campo e não precisar fazer absolutamente nada para vencer o jogo. Nem mesmo o gol.

E será que ainda há tempo para buscar alguma explicação técnica ou tática para as celeumas do Fla? E explicar mais o que? O inexplicável? Pelas ruas da Gávea, o que gostaríamos que pudesse ser esclarecido é imponderável, intangível. Atitude por exemplo. Essa não se pode mensurar. Ou tem ou não tem.

O relógio tem sido nosso inimigo e o que nos resta ainda, e apenas, é acreditar que no próximo jogo nossos nobres representantes dentro de campo farão definitivamente valer seus polpudos contratos e mostrarão nas três rodadas que faltam aquilo que não conseguiram em nenhuma das 35 que se foram: o orgulho único de vestir essa camisa.

Sei não.

SRN. E não é pouco não. 


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