Torcida única e casa nova: Fla, Vasco e Bota se unem por Arena 1

Pentacampeão, o Flamengo quer a hegemonia de volta. Reforçado, o Vasco entra como um dos favoritos ao título.

GLOBO ESPORTE: A rivalidade está ainda mais acirrada no Rio de Janeiro. Mas apenas dentro de quadra. Pela primeira vez na história do Novo Basquete Brasil a cidade terá três times de camisa em quadra. Pentacampeão, o Flamengo quer a hegemonia de volta. Reforçado, o Vasco entra como um dos favoritos ao título. E o Botafogo, campeão da Liga Ouro, apesar do investimento tímido, faz sua estreia no NBB de olho nos playoffs. Esbarrando em questões de segurança impostas pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), todos os clássicos cariocas acontecerão com torcida única. Ou seja, o mandante terá direito a toda a carga de ingressos.

Foto: Divulgação
Se perdem nesse quesito antes mesmo de entrar em quadra, na edição 2017/18 os clubes ganharam um reforço e tanto em termos de estrutura. Jogos com transmissão de TV e de maior apelo de público serão disputados na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca. Ela será a casa do basquete carioca no NBB. A parceria foi costurada durante meses por Flamengo, Vasco, Botafogo e o Ministério do Esporte. As datas foram solicitadas com antecedência e mostra que apesar da rivalidade dentro de quadra, fora dela todos caminharam juntos. Tanto é que os três times usarão o mesmo piso. Os jogos serão disputados na mesma superfície utilizada na Olimpíada Rio 2016 e sem nenhuma adesivagem específica. O centro da quadra terá a logomarca da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO).

Caminhando juntos, os clubes esperam começar um movimento por paz nas arquibancadas para que no futuro seja possível o retorno dos jogos com as duas torcidas no basquete carioca. No ano passado, pelo NBB, Flamengo e Vasco jogaram o turno na Arena da Barra fechada para torcedores, e no returno tiveram que ir para Manaus para jogarem com as duas torcidas. Para o ala Marcelinho, que já viveu dezenas de clássicos com a festa dos dois lados, o momento é de unir forças em prol do basquete.

– É uma Arena de primeiro mundo, e que deve ser usada mais para eventos esportivos. Então, nada melhor que os clubes se unirem para isso. Foi importante que os clubes tenham se juntado para fazer isso possível. Não vai acontecer, acho difícil, mas torço para que possamos ter jogos com as duas torcidas. Gostaria disso porque o espetáculo ficaria mais bonito – explica Marcelinho.

No Vasco, a diretoria contratou um profissional de marketing para trabalhar diretamente com o basquete. Ele será o responsável por desenvolver ações pré-jogos, de entrada em quadra, e também desenvolverá estratégias para a nova casa vascaína no NBB, já que poucas partidas serão mandadas em São Januário. Com um elenco recheado de nomes conhecidos como Fúlvio e Guilherme Giovannoni, o Cruz-Maltino espera ter boas médias de público. Inclusive, traça parcerias que podem valer até mesmo ingressos gratuitos. Uma que está em negociação é com o BRT. Para Giovannoni, que joga pela primeira vez em um clube do Rio, é uma pena atuar só com uma torcida.

-Vai ser um privilégio jogar de novo na Arena 1. Temos que usar essas estruturas que a Olimpíada nos trouxe. É um ginásio maravilhoso, gostoso de se jogar. E para quem vai assistir também. Sem dúvida, gostaria que fossem as duas torcidas. Esperamos que durante o campeonato seja resolvido. Mas sabemos a questão da segurança, da logística. É o que temos e temos que saber lidar com isso. Quando for Flamengo é torcida do Flamengo, Vasco é Vasco e Botafogo é Botafogo. Temos que jogar e dar nosso espetáculo em quadra e eles fora – diz Giovannoni.

O Botafogo caminhou pela mesma lógica, mas com menos jogos. Atuará na Arena 1 nos clássicos e nos jogos televisionados. Nos demais, por enquanto, segue no Ginásio Oscar Zelaya, em General Severiano, como foi na Liga Ouro. Mas a equipe não descarta mandar mais partidas no Parque Olímpico caso a presença de público seja boa no NBB. Para o ala Gabriel, reforço deste NBB, seria muito melhor jogar clássicos com as duas torcidas, já que o momento do basquete carioca é especial.

– Jogar para duas torcidas, com o ginásio lotado, é sempre melhor. Inflama o jogo, deixa a partida melhor. Então é ruim não ter isso. Mas o basquete do Rio de Janeiro vive um momento muito legal, são equipes de camisa e isso também é muito bom para o NBB. Além disso, jogar em uma Arena Olímpica, com uma estrutura de primeiro nível, é muito bom – conta Gabriel, do Botafogo.

Os clássicos voltaram ao NBB após o retorno do Vasco ao alto rendimento. A novidade mostrou que o Rio de Janeiro, apesar de ter recebido os Jogos Olímpicos, vivia sério problema estrutural. O Maracanãzinho, sob administração do Consórcio Maracanã SA, segue fechado desde a Rio 2016. O Ginásio do Tijuca, que recebe o Flamengo pela Liga Sul-Americana, não tem estrutura ou segurança para partidas deste porte. A solução com a Arena Carioca 1 traz mais conforto aos times e também aos jogadores, explica Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo.

– É claro que a Arena 1 traz mais conforto , apesar da lotação máxima ter sido reduzida. Mas teremos que trabalhar muito bem sobretudo os moradores do entorno para que possamos alcançar bons públicos lá. Os três clubes do Rio sentaram, por exemplo, para definir que não disputaríamos o Campeonato Carioca. Hoje, no basquete, há espaço para os três clubes sentarem e decidirem coisas em prol do esporte

19/12/17 – Vasco x Botafogo – Arena 1
30/12/17 – Flamengo x Vasco – Arena 1
19/01/18 – Flamengo x Botafogo – Arena 1
27/01/18 – Vasco x Flamengo – Arena 1
16/02/18 – Botafogo x Vasco – Arena 1
13/03/18 – Botafogo x Flamengo – Arena 1

* horários ainda não foram divulgados


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