Apesar dos erros...

O gol de pênalti de Diego nos segundos finais do último minuto dos acréscimos da partida em Salvador deu contornos mais justos ao ano do Flamengo.

GILMAR FERREIRA: Como de costume, a rodada final do Brasileiro produziu histórias fantásticas, com enredos de superação e glória para alguns, drama e tristeza para outros.

O Vasco, por exemplo, o sempre virtual rebaixado, termina o ano festejando retorno à Libertadores.

E o Botafogo passou os últimos dez meses ouvindo elogios pela competitividade e exemplo de superação de seus jogadores.

Agora encerra 2017 sem conquistas e fora da principal competição do continente em 2018.

Lateral Pará em Vitória x Flamengo - Foto: Tiago Caldas


Mas não há nada comparável com as linhas traçadas para e pela Chapecoense.

Um ano depois de enterrar seus jogadores e dirigentes, numa das maiores tragédias do esporte, o clube se reconstrói com campo e bola.

E, com entrega e competência, consegue no campo o direito de voltar ao torneio que leva ao título mundial.

Em que pese o título ter ficado com o Corinthians, a conquista maior é da Chapecoense...

VITÓRIA 1 x 2 FLAMENGO.

O gol de pênalti de Diego nos segundos finais do último minuto dos acréscimos da partida em Salvador deu contornos mais justos ao ano do Flamengo.

Mais precisamente a história de um time que chegou a duas finais no segundo semestre.

Apesar dos erros (vários!), o Flamengo está entre os seis melhores do Brasil.

E ainda decidirá o título da Copa Sul-Americana.

Por certo, este time jogará a Libertadores do ano que vem fortalecido por seus próprios percalços em 2017...

VASCO 2 x 1 PONTE PRETA.

A virada triunfal tem nome: José Ricardo Mannarino, o Zé Ricardo.

Com seu jeito manso no trato interpessoal, modernos métodos de treinamento e boa capacidade analítica, o Vasco renasceu no dia do seu último aniversário.

Naquela segunda-feira, dia 21 de agosto, Zé Ricardo colocou suas cartas na mesa

E mostrou que saberia ajustar a limitação do elenco à realidade da competição.

Venceu sete e empatou sete das 16 partidas em que trabalhou e atingiu a meta do clube.

BOTAFOGO 2 x 2 CRUZEIRO.

Lá atrás, agosto ou setembro, falávamos da dificuldade que o clube, mais precisamente seu técnico, teria para manter o aproveitamento no restante do ano.

Faltaram elenco, sorte e competência.

Esse time do Botafogo que terminou a competição, desfigurado e esgotado, não é mais do que isso _ um aspirante a estar entre os dez melhores.

Mas parte para um 2018 mais amadurecido.

Creiam.

ATLÉTICO-GO 1 x 1 FLUMINENSE.

Terminar o difícil ano sem a queda para a Série B e classificado para a Sul-Americana, acabou como prêmio a coragem de um técnico campeão do mundo.

Abel Braga não teve medo de encarar o desafio dirigir um Fluminense sem recursos.

Fez um time competitivo.

Revelou jovens que renderam alguns milhões aos cofres tricolores.

E honrou a dignidade tricolor.

Mais do que isso era milagre _ e Abel não é santo.


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