Após tumulto em hotel, Gepe prepara segurança reforçada em final

O Gepe está preocupado com um possível clima hostil entre as torcidas de Flamengo e Independiente.

GLOBO ESPORTE: Os tumultos nas últimas horas no Rio de Janeiro envolvendo torcedores de Flamengo e Independiente ligaram o sinal de alerta. A polícia prepara uma operação especial de segurança para a decisão da Copa Sul-Americana, na noite desta quarta-feira, no Maracanã.

Somente do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE), serão 280 homens na área interna do estádio. Cerca de 100 policiais a mais do que o comum em um clássico carioca, por exemplo. O reforço também acontecerá com o Batalhão de Choque e a cavalaria da PM.

Foto: Lucas Ohara
Ainda estão previstos 174 homens do 6º batalhão da PM, além de 709 stewards dentro do estádio. A rivalidade criada entre brasileiros e argentinos preocupa.

- Sem dúvida será uma operação além do normal. A preocupação para esse jogo é muito grande. Criou-se se uma rivalidade muito grande por conta do primeiro jogo. Temos notícias de que muito argentinos vieram ao Rio de Janeiro sem ingressos. O mesmo acontece com flamenguistas, que podem tentar invadir como aconteceu na Copa do Brasil. Temos a experiência daquele jogo e estamos trabalhando para corrigir os problemas – disse o major Silvio Luis, do Gepe.

Clima hostil entre as torcidas

Por conta dos episódios de racismo no jogo de ida, o Gepe está preocupado com um possível clima hostil entre as torcidas de Flamengo e Independiente. O plano é estabelecer bloqueios no entorno do Maracanã que impeçam o encontro entre essas torcidas.

Além da escolta da delegação do time argentino, o Gepe entrou em contato com representantes da torcida do Independiente e marcou um ponto de encontro. Os torcedores serão escoltados para o Maracanã.

Tumulto madrugada adentro

Entre a noite desta terça-feira e a madrugada de quarta, torcedores do Flamengo criaram um grande tumulto em frente ao hotel da delegação do Independiente, na Barra da Tijuca. A confusão só acabou com a chegada do Batalhão de Choque da Polícia Militar, unidade destinada para atuação em distúrbios civis. Os policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo e tiros de borracha para dispersar o grupo, estimado em cerca de 500 pessoas.

Em seguida, um grupo seguiu para Copacabana com a informação de que a delegação argentina teria mudado de hotel. Na Zona Sul, mas confusão, com fogos de artifício e confronto com a PM. Aos menos 15 torcedores foram detidos.


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