Argentinos e colombianos lideram números de gringos na Série A

GLOBO ESPORTE: O número de estrangeiros que entrou em campo no Brasileirão bateu recorde mais uma vez. Dos 66 em 2016, pulou para 68 em 2017, marca jamais alcançada. E os argentinos, mais uma vez, são maioria na turma com larga vantagem: ao todo são 23 atletas, com destaque para Lucas Pratto, do São Paulo, Joel Carli, do Botafogo e Kannemann, do Grêmio, que disputa neste sábado a final do Mundial de Clubes contra o Real Madrid.

A maioria absoluta desses argentinos são meias: dos 23 jogadores nascidos por lá, 12 jogam na posição, incluindo nomes como Lucho González, Conca e Montillo. Cinco são atacantes, três são zagueiros, dois volantes (ambos no Cruzeiro, Lucas Romero e Ariel Cabral) e um lateral, o são-paulino Buffarini.

Foto: Gilvan de Souza
Em relação à origem desses jogadores, a grande maioria vem de clubes da primeira divisão. Entre os argentinos, o Vélez Sarsfield é quem mais forma jogadores para a Série A, com quatro no total: Allione, do Bahia, Canteros, da Chapecoense, Ariel Cabral e Lucas Romero, do Cruzeiro. Dois meias e dois volantes, respectivamente.

Em segundo lugar, novamente vem a Colômbia, com 13 nomes e alguns jogadores de destaque, como Mina, do Palmeiras, Cuéllar e Berrío, do Flamengo, Copete, do Santos, Stiven Mendoza, do Bahia, e Santiago Tréllez, do Vitória. Há também um perfil padrão entre os colombianos: sete deles atuam pelos lados do campo como atacantes e se destacam por uma combinação de força e velocidade.

O Equador é a grande novidade dos últimos anos no futebol brasileiro, e superou países mais tradicionais, como Uruguai, Paraguai e Chile, com nove representantes, em posições variadas: três zagueiros (Erazo, Arboleda e Luis Caicedo), cinco meio-campistas (dois volantes e três meias) e um atacante.

Chile, Paraguai e Peru são representados por quatro jogadores, cada um. Entre os paraguaios, estão Balbuena e Romeros, titulares do campeão brasileiro Corinthians e presenças constantes na seleção paraguaia. Entre os peruanos, dois são candidatos a disputar a Copa do Mundo: Trauco, do Flamengo, e Cueva, do São Paulo. O também rubro-negro Guerrero, capitão da seleção nacional, foi suspenso recentemente pela Fifa por um ano e está, no momento, fora do Mundial.

Uruguai e Venezuela têm três representantes, sendo que nos venezuelanos é possível encontrar um certo padrão: meia, de baixa estatura e com ótima batida na bola. Nessa descrição simples, se encaixam Guerra, do Palmeiras, Otero, do Atlético-MG, e Seijas, da Chapecoense. Há também um camaronês (Joel, que jogou pelo Avaí), um boliviano (Luis Ali, da Ponte Preta) e um alemão, Baumjohann, do Coritiba. Junto com Kazim, inglês/turco do Corinthians, ele forma a dupla de europeus natos do Brasileirão, "reforçada" pelo croata Eduardo da Silva, que nasceu no Brasil e se naturalizou.

Mina, do Palmeiras, Cuéllar e Berrío, do Flamengo, Copete, do Santos, Stiven Mendoza, do Bahia, e Santiago Tréllez, do Vitória.



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